Ambiente de testes · não indexado pelos buscadores
sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Publicidade
E-01 · 1190 × 250E-01 · 336 × 100Super banner topo
Política

Permínio vira réu e Vandoni é investigada por falso testemunho

Compartilhe Facebook X Texto

O ex-secretário de Educação, Permínio Pinto (PSDB) virou réu na ação penal que tramita na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, em decorrência de um esquema de fraudes a licitações que funcionava na Secretaria Estadual de Educação (Seduc) envolvendo 23 obras que ultrapassavam R$ 56 milhões, caso fossem executadas até o final. O aditamento da denúncia contra Permínio e o engenheiro civil Juliano Jorge Haddad, ex-servidor da Seduc, foi recebido pela juíza Selma Rosane Santos Arruda.

Com isso, são 24 pessoas processadas pelos crimes de organização criminosa, formação de cartel e fraudes a licitações. Como resultado da 1ª fase da Operação Rêmora, 22 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Estadual (MPE). No entanto, o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou no dia 20 de julho a 2ª fase da operação batizada de Locus Delictis (local do crime) e prendeu o ex-secretário  Permínio apontado como chefe da quadrilha. Foi então, que o Gaeco fez o aditamento na denúncia para incluir Permínio e Haddad.

Publicidade
E-02 · 300 × 420

Permínio foi demitido da Seduc após o escândalo de favorecimento em licitações que veio à tona no dia 3 de maio na deflagração da Operação Rêmora. À época, o Gaeco afirma que não existiam provas contra ele, mas documentos apreendidos na 1ª fase bem como depoimentos de investigados permitiram que as investigações avançassem e os promotores de Justiça e delegados do Gaeco conseguiram confirmar a participação ativa do ex-gestor no esquema de corrupção.

Publicidade
E-03 · 600 × 100E-03 · 300 × 100
Leia tambémDefinida empresa que construirá ponte na avenida André Maggi em Sinop por R$ 13,8 milhões  

Em sua decisão proferida na última quinta-feira (4), a juíza Selma Rosane destaca que o aditamento da denúncia contra Permínio Pinto e Juliano Haddad satisfaz os requisitos legais por estar amparado em indícios de autoria e materialidade, conforme documentos e provas angariados na fase inquisitorial, os quais se encontram acostados aos autos.

Publicidade
E-05 · 300 × 250E-05 · 300 × 250

Agora todos os 22 réus denunciados anteriormente deverão se manifestar apresentando defesa prévia. “Havendo significativa mudança na narrativa dos fatos e inclusão de réus, determino sejam todos os acusados novamente citados, desta vez tanto da denúncia como do aditamento, de modo a possibilitar-lhes o exercício da ampla defesa. O prazo para oferecimento das respostas é de 10 (dez) dias, restando assim desconsideradas todas as respostas à acusação até agora apresentadas, exceto se as defesas ratificarem o que já está nos autos, ou permitirem o decurso do prazo sem nova manifestação”, diz trecho da decisão.

Na mesma decisão, a juíza Selma Rosane autorizou o compartilhamento de preovas com o Ministério Público para investigar a secretária do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção, Adriana Vandoni, suspeita de ter praticado crime de falso testemunho quando relatou sobre providências que teriam sido tomadas pelo gabinete no contexto da Operação Rêmora.

No dia 3 de maio, na deflagração da Rêmora, Vandoni afirmou que foi o Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção que descobriu a fraude e acionou a Delegacia Fazendária (Defaz) para abertura de um inquérito policial para apurar o caso. Houve, inclusive a divulgação de uma nota por parte do governo do Estado explicando sobre as providências adotadas pela secretária.

Agora, ela é investigada Núcleo de Ações de Competência Originária do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (Naco), coordenado pelo promotor de Justiça Antônio Sergio Cordeiro Piedade.

“Outrossim, defiro o compartilhamento de provas com a 35ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa da Capital (item 4 da manifestação retro referida), bem como com o Núcleo de Ações de Competência Originária do Ministério Público do Estado de Mato Grosso – NACO, para conhecimento e apuração de eventual cometimento do crime de falso testemunho, previsto no Art. 342, do CP, por Adriana Lúcia Vandoni Curvo, determinando a remessa de cópia integral destes autos aos referidos órgãos, em meio digital”, despachou Selma Rosane.

O governo do Estado se manifestou sobre o assunto por meio de nota e destaca que Vandoni não é investigada na Operação Rêmora e que ela está à disposição para prestar esclarecimentos e contriuir com as investigações do Gaeco. Esclarece ainda que a secretária foi ao Gaeco no dia 25 de julho na condição de declarante e falou sobre a função do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção.

Publicidade
E-04 · 600 × 100E-04 · 300 × 100

Mais sobre Política

Ver tudo →
Publicidade
E-06 · 300 × 250
Publicidade
E-08 · 970 × 250E-08 · 300 × 250Billboard antes do rodapé