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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Taques afirma que não irá aumentar alíquota do ICMS em Mato Grosso

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Depois de conseguir o apoio do agronegócio com a implantação de um novo fundo, o governo de Mato Grosso tem buscado formar, com os setores da indústria e comércio, uma possibilidade de garantir um reforço na arrecadação do Estado. Conforme o governador Pedro Taques (PSDB), a ideia não é aumentar as alíquotas de impostos, mas equalizar os chamados encargos e funções acessórias, que são as contrapartidas dadas por cada segmento. O tema tem sido tratado diretamente pelo secretário de Estado de Fazenda, Seneri Paludo, em encontros com líderes empresariais e industriais.

Taques reafirmou que não é intenção da gestão aumentar, sob qualquer pretexto, a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Em um momento de crise, nós não podemos aumentar a alíquota dos impostos, mas sim os encargos, diminuindo funções acessórias, por exemplo”.

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O governador ressaltou que os dois setores têm ajudado o governo na reforma tributária, que está a cargo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O auxílio foi debatido durante as conversas que resultaram no adiamento da vigência do decreto 380, que muda a forma como o ICMS é cobrado. “Quando discutimos a suspensão do decreto 380, os próprios líderes do comércio afirmaram que podem contribuir este ano”, salientou o governador que explicou que as discussões estão a cargo da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).

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O secretário de Fazenda, Seneri Paludo, explica que as negociações estão ainda no campo das ideias e que nada de concreto foi definido neste sentido. “Temos conversado com diversos setores, mas ainda não há nada consolidado no sentido de se definir como se dará a contribuição deles no pacto por Mato Grosso”. Seguindo a ideia levantada por Taques, Paludo explica que a equalização dos encargos e das funções acessórias não implicariam em um aumento na carga tributária.

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Um exemplo de como isso funcionaria pode ser dado tomando por base as indústrias que recebem do Estado benefícios fiscais do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic). Ao contarem com algum tipo de isenção, elas contribuem com o Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Fundeic). Ao aceitarem uma mudança, as empresas seguiriam pagando o mesmo percentual em impostos, mas aumentariam os repasses a este fundo.

Antes das discussões com a indústria e o comércio, o governo assegurou a contribuição que será dada pelo agronegócio, com o novo Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Os recursos serão empregados em investimentos em diversas áreas, além da infraestrutura e habitação, dando ao Estado condições de melhorar os serviços prestados à população, com um aumento na margem de investimento.

Em meados de junho, o Conselho Diretor do Fethab aprovou a resolução que assegura mais R$ 100 milhões em investimentos para infraestrutura neste ano. O valor é resultado do reajuste em dobro das taxas que incidem sobre as commodities (soja, boi em pé e algodão) das contribuições feitas pelo setor produtivo.

Outra proposta do governo a respeito do pacto trata da redução de 15% no duodécimo repassado aos poderes e órgãos da administração pública para 2017. O corte faz parte da peça principal da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que será debatida na Assembleia Legislativa.

Como contrapartida, para conseguir a adesão ao pacto por Mato Grosso, o Governo do Estado faz mais uma reforma administrativa, que visa enxugar mais uma vez a máquina pública. Esta matéria será encaminhada à Assembleia Legislativa, no entanto, somente depois do recesso parlamentar, que terá início já na próxima semana.

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