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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Governo de Mato Grosso adia mudança na regra do ICMS

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O governador Pedro Taques (PSDB) atendeu ao pedido do setor do comércio de Mato Grosso e adiou para janeiro do próximo ano o início da vigência do Decreto 380, que altera a forma de cobrança do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O anúncio foi feito em reunião, esta manhã, no Palácio Paiaguás.

Na ocasião, o chefe do Poder Executivo e o secretário de Estado de Fazenda, Paulo Brustolin, destacaram que a ideia é que as regras contidas no decreto sejam discutidas no bojo da reforma tributária, cujo projeto o governo pretende apresentar à Assembleia Legislativa ainda neste ano.

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“Temos a preocupação de fazer uma reforma ampla e definitiva. Não queremos fazer uma reforma para inglês ver. Nosso compromisso é de ouvir todos os setores para construirmos a melhor legislação possível. Mato Grosso não pode continuar prestigiando condições que não resultam na livre concorrência. Temos que ser um Estado igual para todos”, pontuou Brustolin.

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Coordenador dos trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST) que discute a reforma tributária dentro da Assembleia, o deputado Oscar Bezerra reforçou a parceria com o governo no sentido de acelerar os trabalhos. Isso porque o prazo para a apresentação da proposta de um novo sistema de tributação é de aproximadamente cinco meses. O projeto precisa ser aprovado pelo Poder Legislativo até o dia 20 de dezembro, para que tenha validade a partir do próximo ano.

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“Vamos nos debruçar sobre essa questão para que as dúvidas sejam sanadas e a normatização dessas regras ocorra. Vamos nos unir. Queremos atender aos interesses do governo, mas, claro, sempre atentos à situação do comércio, para evitarmos que mais portas se fechem no nosso Estado. Queremos regras claras”.

Durante o encontro, que contou com representantes de associações e federações ligadas ao comércio, também foi firmado um compromisso de ajuda mútua entre a iniciativa privada e o governo para a elaboração da reforma. Ao menos cinco entidades se comprometeram de imediato a colaborar financeiramente para a contratação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que ficará responsável pelo estudo de toda a legislação tributária já existente em Mato Grosso.

O pacto por Mato Grosso, como foi chamado o compromisso pelo governador Pedro Taques, tem em vista a crise financeira que o Estado enfrenta. “Não é maior crise dos últimos 30 anos. É a maior da história do Brasil! Quero ressaltar aqui a importância do trabalho do deputado Oscar Bezerra, do deputado Mauro Savi (PSB), do deputado Dilmar Dal Bosco (DEM) e de todos da nossa base, no sentido de nos ajudar quanto a isso”.

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