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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

CPI do MP recebe informações da Justiça Federal em Mato Grosso

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O pagamento das cartas de crédito a membros do Ministério Público foi tratado na reunião da CPI do MPE, esta tarde. "O pagamento das cartas de crédito a membros do MP é alvo de grave denúncia e precisa ser investigado. O objetivo da CPI é analisar criteriosa e tecnicamente todas as informações referentes a esses pagamentos, e para isso precisamos trabalhar em parceria com os demais órgãos, como a Justiça Federal, que, através do juiz Jeferson Schneider, atendeu nosso requerimento e já repassou as informações solicitadas por essa comissão”, explicou o presidente da CPI, deputado Max Russi.

As suspeitas sobre as irregularidades na negociação das cartas de crédito vieram à tona durante a 5ª etapa da Operação Ararath deflagrada em maio de 2014. À ocasião, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa do ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, onde foram encontrados documentos e planilhas detalhando pagamento de precatórios a promotores e procuradores de Justiça.

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Posteriormente, durante depoimento na CPI da Copa do Mundo, o ex-secretário ratificou as denúncias contra o MP sobre a emissão das cartas de crédito, na qual ele próprio teria intermediado a negociação junto ao grupo Cemat.  De acordo com o depoimento de Eder, “os títulos em favor dos promotores seriam irregulares porque foram emitidos sem previsão orçamentária ou financeira, ou estudo de impacto fiscal”.

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De acordo com as planilhas, 45 promotores teriam sido beneficiados com um valor total superior a R$ 10,3 milhões. Só o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, teria recebido R$ 509,8 mil enquanto Marcelo Ferra, que foi o procurador antes de Prado, R$ 293 mil. O menor valor pago seria de R$ 53,7 mil.

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A CPI também anunciou a prorrogação dos trabalhos pelo prazo previsto em lei de mais 180 dias. A CPI investiga possíveis irregularidades na negociação de cartas de crédito envolvendo membros do Ministério Público Estadual (MPE). Ela completa 180 dias em maio e, com a prorrogação, deverá encerrar seus trabalhos em novembro.  

A CPI do MPE foi criada pelo Ato 057/2015, é presidida pelo deputado Max Russi e composta pelos deputados Leonardo Albuquerque (PDT), relator; Wilson Santos (PSDB), Oscar Bezerra (PSB) e Gilmar Fabris (PSD), membros titulares; Sebastião Rezende (PR), José Carlos do Pátio (SD) e Mauro Savi (PR), membros suplentes.

A reunião da CPI do Ministério Público acontece todas as quintas-feiras. O presidente Max Russi adiantou que, em virtude do feriado de Tiradentes, em 21 de abril, a próxima reunião será em 28 de abril.  “Vamos voltar a reunir no dia 28 e dar continuidade às oitivas. Há muitos esclarecimentos a serem feitos e agora temos prazo para concluir os trabalhos até novembro e vamos trabalhar para que o nosso relator possa apresentar o relatório final dentro desse prazo”.

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