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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Senado começa julgar afastamento da presidente Dilma Rousseff

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Começou, há pouco, a sessão do Senado Federal para votar relatório da Comissão Especial do Impeachment sobre a admissibilidade do processo contra a presidenta Dilma Rousseff. O parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) é favorável à continuidade do processo por considerar que há indícios de que Dilma praticou crime de responsabilidade.

Os senadores governistas Gleici Hoffman (PT-PR) e Linderbergh Farias (PT-RJ) levantaram questões de ordem pedindo para ser suspendido o julgamento até que o STF julgue novo recurso. Farias questionou o relatório expondo que Dilma não cometeu crimes des responsabilidade nas emissões dos decretos.  "É inadmissível que alguém seja condenado sem ter cometido crime. O relatório (pedindo cassação) é nulo", disse o petista. A senadora Vanessa Graziotin (Pc do B-AM) apontou, em questão de ordem, que no processo pedindo a cassação haveria papel timbrado do PSDB e que supostamente teriam sido pagos R$ 45 mil para ser elaborado relatório pedindo cassação da presidente. Ela pediu adiamento da sessão. As questões de ordem foram rejeitadas pelo presidente Renan Calheiros.

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Há 67 senadores inscritos para falar, dentre eles os 3 de Mato grosso – Jose Medeiros, Blairo Maggi e Wellington Fagundes. Eles terão direito a 15 minutos de discurso cada. A sessão será dividida em três blocos: de 9h às 12h, de 13h às 18h e de 19h em diante.

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Após a discussão dos senadores, o relator falará também por 15 minutos e depois o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que faz a defesa de Dilma, por mais 15 minutos. A defesa será a última a falar.

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Os líderes partidários não farão o tradicional encaminhamento de votações por se tratar de um julgamento, e não da aprovação de propostas.

Os senadores votarão no painel eletrônico do Senado e não vão justificar o voto, nem falarão antes de votar. Cada senador pode votar sim, não ou se abster. Após a conclusão da votação, o painel será aberto e o resultado anunciado.

Se os senadores decidirem pela continuidade do processo de impeachment da presidenta, Dilma Rousseff deverá ser afastada por 180 dias. O quórum mínimo para votação é de 41 dos 81 senadores (maioria absoluta). Para que o parecer seja aprovado, é necessário o voto da maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. O presidente do Senado só vota em caso de empate.

A decisão será publicada no Diário do Senado amanhã (12). Somente após isso e caso o parecer seja admitido, o primeiro-secretário Vicentinho Alves (PR-TO) levará a notificação à presidenta.

Com um possível afastamento de Dilma, o vice-presidente Michel Temer tomará posse. De acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não há necessidade de nenhuma cerimônia especial, uma vez que Temer já prestou juramento à Constituição junto com Dilma em 1º de janeiro de 2015.

(Atualizada às 09:59h)

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