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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Deputado federal de MT diz no Parlasul que processo contra Dilma é golpe

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O deputado federal Ságuas Moraes (PT) denunciou na reunião ordinária do Parlamento do Mercosul (Parlasul), ontem, o que classificou de golpe parlamentar em andamento no Brasil. A sessão ocorreu no Palácio Legislativo em Montevidéu, no Uruguai, e reuniu dezenas de parlamentares do países que compõe o bloco.

“Expliquei aos colegas parlamentares sobre o golpe contra a democracia e o voto popular que está em curso no Brasil e li o artigo que elaborei semana passada que deixa claro, que a aprovação do impeachment da presidente Dilma é golpe, porque ela não cometeu nenhum crime de responsabilidade”.

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A carta de Assunção de 1991 que criou o Mercosul prevê que somente países democráticos podem participar do bloco. “O que está acontecendo no Brasil é um atentado à democracia passível de sanções como a suspensão do nosso país do Mercosul”.

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Na última segunda-feira, parte da mídia brasileira noticiou que um grupo de parlamentares se retirou da comemoração dos 25 anos do bloco, porque o presidente do Parlasul, o deputado argentino Jorge Taiana, publicou, no domingo (24), uma nota no site da entidade que condena o processo de golpe no Brasil.

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Contudo, Ságuas explicou que a saída dos parlamentares ocorreu porque eles discordaram da posição em que as cadeiras para as autoridades foram colocadas no local do evento. “A delegação brasileira chegou na sede do Parlasul no horário previsto para começar a solenidade. Ocorre que as cadeiras das primeiras filas já estavam ocupadas, pois o cerimonial não reservou lugares. Os assentos foram ocupados por ordem de chegada, tanto que a delegação da Venezuela que não chegou com antecedência também ficou nas últimas filas”.

O deputado prosseguiu esclarecendo que a saída dos parlamentares não teve nada a ver com o fato do presidente do Parlasul ter publicado a nota contra o golpe. “A saída desses parlamentares brasileiros se deu pelo fato que eles não quiseram sentar nas últimas fileiras”.

Dos 17 parlamentares do Brasil, os únicos que ficaram na comemoração dos 25 anos do Mercosul foram Ságuas, Benedita da Silva (PT-RJ) e Jean Wyllys (PSOL-RJ).

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