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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Ministro da Justiça diz que momento é de “resistir a todas tentativas de golpe”

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O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, disse hoje (1°), que, diante da crise política no país, o momento é de ter disposição para defender as conquistas sociais e populares que marcaram os últimos anos e manter a democracia.

“Neste momento não podemos mostrar fraqueza. Porque se mostrarmos fraqueza seremos dominados e corremos risco de retrocesso. É importante para cada um de nós resistir. Não temos de temer nada. Não podemos ter medo porque é o medo o que nos paralisa. Temos de ir para frente com serenidade, mas também com muita disposição”, disse Aragão durante a abertura das sessões de trabalho de 2016 da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. A cerimônia também lembrou os 52 anos do golpe militar de 1964.

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“O momento é de mostrar nossa disposição e nossa garra. Conclamo a todos a resistir a todas as tentativas de golpe”, disse o ministro.

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Segundo Aragão, o momento atual do país se parece, em diversos pontos, ao cenário que se via na época em que o regime militar tomou o poder. “Essa data de hoje tem de ser, para todos nós, um momento de reflexão sobre tolerância, sobre diálogo e sobre a necessidade de construirmos pontes, para que aquilo que aconteceu há 52 anos não volte a se repetir.”

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Aragão disse que o ministério está atento a pessoas que estão tomando iniciativas de ódio e de intolerância, e que não querem a democracia que, “com muito custo e muita dor”, foi conquistada no Brasil.

“As pessoas que ultrapassam a linha vermelha, e que tratam seus semelhantes com violência ou desprezo, seja no mundo real ou no mundo virtual, terão a devida resposta deste ministério”, enfatizou.

O ministro criticou o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff e disse que a tentativa contraria a decisão das urnas. “Não podemos tolerar que aqueles que não conseguiram ganhar na eleição queiram agora no tapetão quebrar a ordem democrática, fazendo um discurso jurídico que nada mais é do que um discurso oportunista e ideológico, disse.

Aragão disse que Dilma deve prosseguir seu mandato e “garantir qualidade de governança” para manter conquistas sociais alcançadas nos governos do PT.

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