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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Senado aprova Marco Temporal sobre terras indígenas e projeto vai à sanção ou veto de Lula; “dia histórico”, diz Jayme

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O Senado aprovou, hoje, o projeto que regulamenta os direitos originários indígenas sobre suas terras, encerrando “uma tramitação que já durava 17 anos”, conforme lembrou o senador mato-grossense Jayme Campos (União), durante a votação em plenário. Foram 43 votos a favor e 21 contrários. Entre os principais pontos do projeto é de autoria do ex-deputado Homero Pereira, que faleceu em 2013, o texto só permite demarcar novos territórios indígenas nos espaços que estavam ocupados por eles em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal — tese jurídica que ficou conhecida como marco temporal para demarcação de terras indígenas. O projeto também prevê a exploração econômica das terras indígenas, inclusive em cooperação ou com contratação de não indígenas.

“Este é um momento histórico do Senado. É um momento ímpar, na medida em que nós estamos dando segurança jurídica, evitando qualquer conflito no campo”, disse o senador mato-grossense, um dos entusiastas da matéria. Na opinião do senador Jayme Campos, a aprovação do Marco Temporal faz também o Senado reassumir suas prerrogativas. Ele disse que o projeto é uma forma de respeitar os produtores rurais e os indígenas, levando segurança e paz ao campo.

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Segundo Jayme, a aprovação do projeto também representou o respeito aos produtores rurais e aos povos indígenas, que, segundo ele, querem “oportunidade, saúde, educação, segurança alimentar”. Ademais – ele acrescentou – “o que falam por aí é ‘conversa de bêbado para delegado’, a mentira deslavada daqueles que querem continuar usurpando os povos indígenas às custas da intranquilidade de todo país”. Em seu discurso, ele fez questão de homenagear o autor do projeto, Homero Pereira, a quem classificou como “um grande brasileiro”.

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, reafirmou seu compromisso com a tramitação da matéria. Ele disse que não houve, por parte da Presidência da Casa, nenhum “açodamento” para apressar a votação. O presidente ainda defendeu que o Congresso Nacional se posicione sobre questões importantes para o país. Pacheco reafirmou seu respeito a todos os setores, negou que a aprovação do projeto seja um enfrentamento ao STF e pediu foco na conciliação e no respeito entre os Poderes.

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O projeto segue agora para a sanção ou veto do presidente Lula.

Conforme Só Notícias já informou, o marco temporal foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em votação na semana passada. A decisão foi criticada pelo governador Mauro Mendes, que enxergou um “desrespeito” ao Congresso Nacional.

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