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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Líderes tentam acordo para depoimentos na Comissão do Impeachment

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Lideranças partidárias estão reunidas na manhã de hoje (29) para tentar fechar um acordo sobre procedimentos e primeiros requerimentos de convite e convocação para a Comissão Especial que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Governo e oposição tentam definir dois nomes indicados por cada lado para depor no colegiado nos próximos dias.

Do lado a favor do impeachment, o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), defende que uma das audiências seja marcada para ouvir a jurista Janaína Paschoal, uma das signatárias do pedido que culminou no processo contra a petista, ao lado de Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. Do lado do governo, os líderes Leonardo Picciani (RJ) e Afonso Florence (PT) tentam emplacar outros nomes que ainda não foram sinalizados. O vice-líder do governo, Paulo Teixeira (SP), não quis antecipar nomes e disse que irá consultar o Palácio do Planalto.

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Teixeira, que participou do encontro, reforçou o discurso da base aliada que afirma não haver base jurídica para o impeachment. “A presidente não cometeu nenhum crime de responsabilidade. Estão querendo tirar uma presidente honesta, talvez, para esconder desonestidades que estão acontecendo no país”, atacou.

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Sem querer cravar contabilidade de votos, Teixeira aposta que o governo terá número suficiente para derrubar o pedido – maioria simples na comissão especial que tem 65 deputados titulares e 2/3 dos votos dos 513 deputados, durante a votação em plenário, independente do resultado na comissão. Sequer o possível rompimento do PMDB com o governo parece preocupar Teixeira. “O PMDB que sairá é o PMDB que nunca esteve. Não mudará a contabilidade”, disse.

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Regras

Também participa da discussão o presidente da comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), que deixou a liderança do partido para se dedicar à nova função. Ontem (28), Rosso – que já avisou que não vai permitir uma “carnificina política” nos debates do colegiado – se encontrou com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, Rosso e o relator do processo, Jovair Arantes (PTB-GO), afirmaram que vão cumprir a Constituição e as regras do rito que foram definidas pelo Supremo. Depois da conversa com o ministro Luís Roberto Barroso, visitado no mesmo dia, o próprio juiz garantiu que o STF não vai mudar a decisão que for tomada pelo plenário da Câmara dos Deputados sobre a admissão do processo de impedimento.

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