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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Entidades e movimentos discutem paralisação geral em Mato Grosso à favor do impeachment

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Entidades empresariais, representantes do setor produtivo, organizações de classe e movimentos sociais se reúnem na próxima segunda-feira (21) para debater os próximos passos da mobilização a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ontem,  o presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, conseguiu o apoio dos deputados estaduais Guilherme Maluf (PSDB), Ondanir Bortolini, o Nininho e José Domingos Fraga, ambos do PSD, após uma reunião na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre as medidas que poderão ser implementadas está uma paralisação geral até a saída da petista do Palácio do Planalto.

A mobilização teve como estopim a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deveria ocupar a Casa Civil da gestão de Dilma. Por conta disso, Prado solicitou a presença dos 89 presidentes de sindicatos rurais do Estado, todos representados pela entidade, e confirmou a adesão das federações da Indústria (Fiemt) e do Comércio (Fecomércio), das associações de produtores de Algodão (Ampa), de Soja e Milho (Aprosoja), de Sementes (Aprosmat) e dos Criadores (Acrimat). Ao final do encontro, Maluf destacou que os parlamentares deverão, além de se unirem ao movimento, realizar um ato próprio, defendendo a saída da presidente Dilma para que o país possa enfrentar a crise econômica que tem gerado uma retração nos indicadores e o desemprego. “Estaremos juntos nesse ato e também pensaremos algo para que os deputados possam se mobilizar ao longo da próxima semana”.

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Prado salientou a necessidade de se buscar uma alternativa para a situação vivida no Brasil atualmente, diante das revelações trazidas pela Operação Lava Jato e a resposta que a presidência tem dado para assuntos de extrema gravidade. “Já temos a mobilização das principais entidades de Mato Grosso, todas indignadas com os rumos que a desorientação política está dando ao país. O Brasil precisa sair dessa crise política, mas com dignidade, com transparência, com comprometimento. Já a nomeação de um ex-presidente que está envolvido em investigações diversas de corrupção para ser ministro da Casa Civil é um desrespeito ao povo brasileiro. Não podemos deixar isso como está, temos que nos mobilizar fortemente”.

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Entre os movimentos sociais, Muda Brasil, Brasil Livre, Vem Pra Rua, entre outros, já se manifestaram pelo fortalecimento da mobilização, que ocorre desde quarta-feira (16), por meio de protestos e atos públicos. Por meio de nota, a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) disse estar preocupada com os rumos da atual crise política do país e a falta de definição “que dilacera a nação brasileira numa crise moral sem precedentes”. “Há algum tempo o Brasil vive uma situação de falta de decoro que põe em risco valores caros à sociedade brasileira, como a ética e a moral, comprometendo o exercício da cidadania”.

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