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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Preso nega em CPI ter sonegado R$ 101 milhões em Mato Grosso

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Paulo Bernardes de Campos, apontado como sócio de uma empresa que teria sonegado cerca de R$ 101 milhões em impostos no Regime Especial, depôs à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa, hoje, e disse não ser proprietário. Ele cumpre pena por homicídio na Cadeia Pública do Capão Grande, em Várzea Grande. "Não tenho conhecimento desta empresa, nunca ouvi falar. Eu atuo como pedreiro. Eu fui intimado e fiquei tendo conhecimento sobre o assunto na cadeia", contou.

Ao ser questionado pelos membros da CPI, disse que entregou currículo com seus dados pessoais e que outras pessoas podem ter criado a empresa em seu nome.

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Pátio preferiu não acusar Paulo Bernardes sem ter provas concretas de que ele possa ser dono da empresa. "A dúvida que temos é, será que ele é um laranja e não sabe da gravidade em que entrou?", questionou o presidente da CPI, José Carlos do Pátio (SD).

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Com relação ao empresário Aldevino Aparecido Bissoli a Comissão já realizou três notificações para que ele preste depoimento na CPI, porém, ele não compareceu. Conforme Pátio, será convocado coercitivamente. "Foram 4 notificações encaminhadas ao empresário, mas ele não compareceu", conta.

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Em relação à detenção do depoente, este foi preso por homicídio em setembro de 2015, acusado de assassinar Valteir Reis dos Santos, em Várzea Grande.

Paulo Bernardo Campos confirmou a autoria do crime alegando que entrou em uma boca de fumo para vingar a morte de seu filho, ocorrida em 2013 – quando dois homens executaram o jovem.

Ele contou ainda que o outro responsável pela morte do menino está solto; Pátio disse que irá solicitar ao diretor-geral da Polícia Civil, Adriano Peralta, informações sobre o caso. Além da condenação de homicídio, Campos tem passagem por tráfico de drogas.

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