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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Janela de transferência deve aumentar base governista na Assembleia Legislativa

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A abertura da janela que permite a parlamentares a troca de partido sem o risco de perda do mandato deve oficializar dentro da Assembleia Legislativa o que já vinha se observando desde o início desta legislatura: uma base governista mais numerosa que a oposição. As migrações que vêm sendo costuradas apontam o PSDB e o PSD, do governador e vice, Pedro Taques e Carlos Fávaro, respectivamente, como as futuras maiores bancadas do Parlamento.

A tendência é que os dois partidos passem a ter, cada um, cinco deputados. O PSD, que hoje conta com José Domingos Fraga, Pedro Satélite e Gilmar Fabris (este último licenciado do cargo), deve receber Wagner Ramos e Ondanir Bortolini, o Nininho, atualmente filiados ao PR. Já o PSDB, que tem Wilson Santos, Guilherme Maluf e Saturnino Masson (também afastado das atividades), pode passar a contar com Leonardo Albuquerque (PDT – foto) e Baiano Filho (PMDB).

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Com as mudanças, o partido mais prejudicado deve ser o PR. Hoje ainda com o maior número de representantes na Assembleia, a legenda, que ocupa cinco das 24 cadeiras disponíveis na Casa, pode perder até três parlamentares. Além de Wagner Ramos e Nininho, Emanuel Pinheiro pode sair. Embora afirme interesse em permanecer na sigla, o republicano vem sendo alvo de especulações quanto a uma possível troca. O partido mais cotado seria o PMDB. Desta forma, permaneceriam filiados ao PR apenas Mauro Savi e Sebastião Rezende.

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O PMDB, por sua vez, é a legenda que tem a situação mais indefinida. Com a bancada atualmente composta por Romoaldo Júnior, Silvano Amaral e Baiano Filho (sendo que os dois primeiros estão licenciados dos cargos), tem uma baixa quase certa (Baiano Filho), mas pode vir a receber outros dois parlamentares: Janaina Riva (sem partido) e Emanuel Pinheiro. Acontece que nenhum destes dois confirma a migração. Janaina, que chegou a anunciar a data da filiação, agora quer esperar que os demais deputados se “acomodem” para avaliar, com clareza, em qual partido teria mais espaço.

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Caso as mudanças se consolidem, os partidos da base do governo na Assembleia (PSB, DEM, PSD, PSDB e PV) passarão a contar com 16 deputados, quatro a mais do que elegeram no pleito de 2014. Para alguns parlamentares, no entanto, o acréscimo pode não significar uma mudança significativa na postura do Parlamento em relação ao Executivo. Isso porque boa parte dos deputados que devem aderir oficialmente à ala de situação já atuava nesse sentido, mesmo estando em partidos que não apoiaram a candidatura de Taques e Fávaro ao Palácio Paiaguás.

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