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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Jayme diz que reforma tributária pode causar desequilíbrios e que não será aprovada ‘goela abaixo’

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A sessão temática realizada do Senado, com a presença de 20 governadores, ontem, para discutir o projeto de reforma tributária, terminou com muitas dúvidas e grandes divergências. O senador Jayme Campos (União) disse que o sentimento é de preocupação com o desfecho, especialmente quanto a geração a possibilidade de seguir os desequilíbrios inter-regionais.  “Lamentavelmente, me parece que vai ter só o ganha-ganha, e não é por aí. Particularmente eu quero já manifestar que não vou aceitar ‘goela abaixo’ aqui nenhuma imposição”, disse, em pronunciamento em plenário.

Dentre outras mudanças, a reforma propõe a extinção de cinco impostos, entre eles o ICMS (estadual) e o ISS (municipal), e a criação de um tributo único, o IBS. Governadores e prefeitos temem perder autonomia sobre a própria receita com esse novo desenho do sistema tributário. A configuração e o funcionamento do Conselho Federativo a ser criado pela reforma tributária foi um dos pontos levados à discussão pelos governadores 

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Jayme Campos declarou que “muitas pessoas achavam que ia ter leite na torneira de graça, que energia elétrica não se ia pagar, que água não se ia pagar, e não é verdade. E com essa reforma tributária prevista, pelo que me chega, lamentavelmente, é uma grande concentração”, criticou, e ressaltou o testemunho do governador Ronaldo Caiado, de Goiás, durante a sessão temática, que mostrou que 80% da arrecadação em seu Estado será transferido para o Conselho Federativo. O Governo Federal, segundo ele, vai ser detentor da maioria absoluta de todas as receitas do município. “Não existe isso aí. Nós temos que descentralizar”, cobrou.

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Da tribuna, o senador mato-grossense também destacou a preocupação do sua e do governador Mauro Mendes quanto a concentração de renda nos três estados do Sudeste: “Somos grandes produtores, sabem disso perfeitamente. Quase 100 milhões de toneladas, Mato Grosso produziu. O que se percebe é que a distribuição vai ficar concentrada na mão de três estados: Rio, São Paulo e Minas Gerais” – criticou, ao ressaltar que o Senado tem a grande possibilidade de promover mudanças no texto aprovado pela Câmara dos Deputados que seja decente”, concluiu.

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