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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Deputado confirma listas em delação de Silval e nega mensalinho

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“Muito do que está na delação é verdade, mas também tem muita mentira e o Silval não vai conseguir provar tudo”, afirmou o deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB) que foi líder do ex-governador na Assembleia Legislativa. De acordo com ele, as declarações de Silval Barbosa (PMDB) em sua delação premiada incriminado os deputados é uma forma que a defesa achou para que ele conseguisse a liberdade. O deputado Silvano Amaral (PMDB) também se defendeu da acusação de que tentou extorquir o ex-gestor.

Barbosa afirmou na delação premiada que Silvano teria ido visita-lo no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) para pedir dinheiro e em troca votaria favorável a aprovação das contas do último ano de gestão do peemedebista. Silvano apresentou uma certidão da Secretaria de Segurança que comprova que ele não esteve no presídio nos anos de 2015 e 2016. “Nunca estive na prisão para visitar o ex-governador, muito menos para pedir dinheiro. Nossa votação foi totalmente baseada na parecer favorável que veio do TCE. Nunca houve discussão sobre pedir algo ao Silval”.

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Romoaldo confirmou que fez lista com o nome de deputados que se reuniriam com o governador. Segundo ele isso era comum para registrar a presença nas reuniões mensais que eram promovidas por Silval. Porém, ele nega a existência de mensalinho.

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“Nunca teve mensalinho, já disse isso em depoimento. Havia uma prática aqui na Assembleia, normal, que é a assistência social. Cada gabinete desses era um escritório de assistência, onde se pedia caixão, botijão de gás, exame médico, comida e remédios. Eu tinha um alojamento que era mantido com dinheiro daqui e falei em juízo. Eu estava errado porque não devia fazer, mas usei o dinheiro público para o público. Hoje não se faz mais isso”, disse o deputado.

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Ele ainda ressaltou que os deputados que se aproveitaram para conseguir dinheiro em beneficio próprio devem ser punidos e afirma que não ficou surpreso com as declarações do ex-governador que segundo ele, é seu amigo.

“Quando você está preso e quer sair, depois de 10 anos de vida pública você começa a falar tudo. Eu não vou negar que fazia a intermediação entre governador e deputados, eu era líder do governo e era encarregado de fazer a intermediação. Mas o que fizeram foi envolver todo mundo e tentar amenizar a culpa dele para conseguir a liberdade. Quem tiver se aproveitado tem que ser preso e tem que responder pelo que fez”.

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