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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Delegado afirma ter recebido ofício ‘intimidador’ de procurador-geral

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O delegado Flávio Stringueta, responsável pela investigação do esquema de interceptações clandestinas em Mato Grosso, afirmou em entrevista à rádio Capital FM que recebeu no dia 6 de julho um ofício assinado pelo procurador-geral de Justiça “em tom intimidador”.

Conforme Stringueta, no ofício, Curvo determinou que todos os procedimentos adotados até o momento acerca da investigação fossem remetidos a ele em um prazo de 24 horas, sob pena de incorrer em crime de improbidade administrativa.

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O delegado declarou que no ofício, de quatro páginas, há um tom de ameaça por parte de Mauro Curvo. Stringueta encaminhou o documento ao desembargador Orlando Perri, responsável pela apuração do caso no âmbito do Tribunal de Justiça.

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Em junho, a OAB apresentou uma noticia-crime e o desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, determinou à Procuradoria-Geral que fizesse a investigação do caso no âmbito do Ministério Público, por suspeita de participação de membros do MPE no esquema de escutas ilegais, que teria ocorrido na modalidade "barriga de aluguel".

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Além disso, incluiu a OAB como interessada no processo, de modo a autorizar a entidade a acompanhar as investigações e requerer diligências a fim de elucidar o suposto esquema.

Curvo apresentou o pedido de arquivamento, a exclusão da OAB como interessada, além do restabelecimento do segredo de justiça no processo, sob a alegação de que uma cópia do processo foi encaminhada à Corregedoria Geral do MPE para apreciação dos fatos no âmbito administrativo.

A Procuradoria afirmou ainda que foi instaurado no Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco) um procedimento para apurar o fato no que diz respeito a eventual responsabilidade de promotores de Justiça.

O caso dos grampos só veio à tona após denúncia do promotor Mauro Zaque, em matéria nacional. Existem suspeitas de que mais de mil pessoas possam ter sido grampeadas ilegalmente, entre políticos, magistrados, médicos, empresários e jornalistas.

O episódio já culminou na prisão do ex-comandante da PM, o coronel Zaqueu Barbosa, do secretário da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, de seu adjunto, coronel Ronelson Barros, além de outros quatro militares por suposta participação nos grampos. 

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