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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Governo do Estado apresenta previsão de orçamento enxuto para Mato Grosso em 2018

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O projeto de lei de diretrizes orçamentárias 2018 prevê um aumento de 2,19% no orçamento em comparação com o executado este ano. A projeção foi apresentada durante a primeira audiência pública da LDO 2018, ontem, na Assembleia Legislativa e aponta receita total de R$ 18,8 bilhões, R$ 400 milhões a mais do que a prevista para 2017 e um crescimento abaixo da inflação.

Com relação aos gastos, a equipe econômica do Poder Executivo estima que as despesas primárias somem R$ 17,565 bilhões, R$ 263 milhões a menos que a receita primária, estimada em R$ 17,828 bilhões. Os números apresentados para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa apontam um cenário de crise para o próximo ano.

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O deputado Pedro Satélite, presidente da comissão, afirma que apesar de Mato Grosso ter uma perspectiva melhor que a de outros Estados, os números não são bons. “Temos uma inflação prevista de 4,5% e um crescimento de orçamento de 2%. Isso aponta uma deflação, mas que ainda pode ser revertida caso haja uma superação com relação ao agronegócio, mineração e outros segmentos fortes em nossa economia”.

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O secretário de Estado de Planejamento, Guilherme Müller, apresentou a previsão de receita e despesas para o próximo ano, mas afirmou que os valores serão revistos em agosto, antes da formulação da Lei Orçamentária Anual (LOA) que fixa os gastos do Poder Executivo.

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Outro ponto levantado pelo secretário é que, caso o projeto que estabelece o limite de gastos nos próximos dez anos seja aprovado, o governo conseguirá reduzir os gastos e assim possibilitar que haja mais investimentos e o pagamento de dívidas como duodécimos atrasados e até a recomposição salarial dos servidores públicos.

Para o secretário de Fazenda, Gustavo de Oliveira, o projeto do chamado "teto dos gastos", que limita os gastos dos poderes, vai permitir que o Estado receba R$ 1 bilhão do governo federal em 2017 e 2018, por meio da Lei Complementar 156, valor considerado indispensável no momento.

O congelamento, segundo Oliveira, vai atingir todas as despesas primárias, como pagamentos de salários, previdência e custeio. “O desafio está em elaborar um texto que permita o cumprimento de alguns acordos fechados com o Fórum Sindical sem comprometer as metas do projeto”.

A informação é da assessoria.

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