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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Governo do Estado convoca coronel da reserva para investigar caso de grampos telefônicos

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O governo do Estado convocou o coronel da reserva da Polícia Militar, Denézio Pio da Silva, para coordenar os trabalhos do inquérito policial militar que investiga a denúncia em relação à existência de interceptações telefônicas clandestinas no âmbito da Policia Militar de Mato Grosso. O ato de convocação está publicado no Diário Oficial que circula hoje.

O inquérito diz respeito à atuação de militares que agiriam supostamente em nome do Núcleo de Inteligência da PM para “grampear” ligações a mando do primeiro escalão do governo Pedro Taques (PSB). Eles se utilizam do sistema ‘Guardião’ de interceptação telefônica de alta tecnologia.

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A PM tem acesso a um ramal do sistema que pertence ao Ministério Público Estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A utilização pela PM se dá por meio de um termo de cooperação técnica firmado.

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Neste caso, a PM se utilizaria irregularmente do sistema para realizar grampos ilegais executados por meio modalidade "barriga de aluguel", denunciado pelo promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança, Mauro Zaque, em matéria nacional.

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Teriam sido realizados pelo menos mil grampos envolvendo políticos, servidores, médicos e jornalistas. Figuram como principais responsáveis por executar o grampo o coronel Zaqueu Barbosa e cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior.

Os militares foram presos por decisão do juiz Marcos Faleiros da Silva, da 11ª Vara Criminal Especializada em Crimes Militares de Cuiabá, na terça-feira (23). Zaqueu foi levado para o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o cabo Gerson para a base das Rondas Ostensivas Táticas Móveis (Rotam).

O coronel Zaqueu teria determinado o grampo, enquanto Gerson era quem supostamente fazia relatórios falsos de grampos militares. O governador Pedro Taques negou que tenha autorizado qualquer prática de ação militar de interceptação.

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