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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Ex-secretário estadual é citado por executivo da Odebrecht

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O ex-secretário de Estado de Comunicação durante o governo de Silval Barbosa (PMDB), Carlos Rayel, foi citado na delação premiada do executivo da Odebrecht, Leandro Andrade Azevedo, como responsável por negociações para recebimento de caixa dois para a campanha eleitoral do senador Lindbergh Farias (PT), que à época era prefeito de Nova Iguaçu (RJ) e concorria à reeleição.

Segundo o delator, em 2008, Carlos Rayel procurou o ex-presidente de Infraestrutura da Odebrecht, Benedicto Júnior, representando Lindbergh Farias para pedir ajuda financeira que seria utilizada no financiamento da campanha eleitoral à Prefeitura de Nova Iguaçu.

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Benedicto Júnior teria compreendido que seria interessante atender ao pedido, uma vez que Lindbergh era “um jovem que poderia ter um futuro político”, conforme consta nos autos.

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De acordo com Leandro Azevedo, depois do acordo, Carlos Rayel, recebeu a quantia de R$ 2 milhões, montante pago por intermédio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht e com a anuência de Lindbergh Farias. Foi quando o petista ganhou o apelido de “Feio” no esquema.

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Na época, Rayel exercia a função de publicitário responsável pela campanha de reeleição do petista para Prefeitura de Nova Iguaçu.

Leandro Azevedo ainda contou ao Ministério Público Federal (MPF) que em contrapartida à propina recebida, Lindbergh Farias, já em seu segundo mandato de prefeito, viabilizou o atendimento do pedido feito pela construtora em uma licitação de programa habitacional, o “Pró Moradia”.

Ainda segundo o colaborador, após firmar "acordo de mercado" com as empresas Carioca Engenharia e Mello de Azevedo e, posteriormente, vencer a licitação para um dos três lotes da obra, a Odebrecht utilizou o bom relacionamento que tinha com a Administração local para pleitear a junção desses três lotes em um único.

Para o procurador-geral da República Rodrigo Janot , que requereu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a instauração de inquérito contra o senador, as condutas narradas pelos delatores não se tratam de meras doações eleitorais irregulares. “Vislumbra-se, na verdade, solicitação indevida em razão da função pública que se almeja ou que ocupa, a pretexto de campanha eleitoral. Por esta razão há fortes indícios de que se está diante de crimes graves que precisam ser minuciosamente investigados”.

Em complemento às investigações, o procurador-geral também solicitou a oitiva de Carlos Rayel.

A reportagem entrou em contato por telefone e por mensagens com o ex-secretário de Estado, mas não obteve êxito.

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