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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Desembargador decide soltar ex-secretário Francisco Faiad e fiança é R$ 192 mil

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O ex-secretário estadual de Administração, advogado Francisco Faiad, deve sair da cadeia nas próximas horas. O desembargador Pedro Sakamoto concedeu, esta noite, liberdade para o advogado que está preso, há seis dias, acusado de suposto envolvimento em irregularidades em contratos na secretaria e desvios de recursos para campanha eleitoral. O desembargador fixou fiança de R$ 192 mil para Faiad pagar e conseguir liberdade. Esse montante seria, supostamente, o desviado nas fraudes na secretaria, em contratos com um posto e uma empresa no setor de informática.

O desembargador decidiu que, "o mero exercício da profissão de advogado, ainda que patrocinando a defesa de outros réus investigados na mencionada operação, jamais poderia conduzir à conclusão de que o paciente oferece perigo ao deslinde da persecutio criminis, mormente à míngua de qualquer indício no sentido de que tenha acobertado ou fraudado provas, coagindo testemunhas, etc", sentenciou Sakamoto, ao divergir da decisão da juíza Selma Arruda. Faiad é advogado de alguns investigados na operação Sodoma.

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Ele está preso em um batalhão dos bombeiros. Preso na operação Sodoma 5, ele ficou em uma ala do centro de custódia da capital e, atendendo pedido da defesa, a justiça decidiu transferi-lo.

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Leia tambémDefinida empresa que construirá ponte na avenida André Maggi em Sinop por R$ 13,8 milhões  

A justiça também expediu novo mandado de prisão para o ex-governador Silval Barbosa, seu ex-chefe de Gabinete, SIlvio Araujo e do ex-secretário adjunto na secretaria de Infra-estrutura, Valdísio Viriato.

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A juíza cita que no "período em que Francisco Faiad integrou a organização criminosa", iniciando em 11 de janeiro de 2013, na condição de secretário de Estado de Administração, na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), ocorreu, por meio da empresa Marmeleiro Auto Posto Ltda, o desvio de dinheiro público na ordem de R$ 1,7 milhão. A magistrada considera que o dinheiro serviu para o pagamento de dívida da campanha eleitoral de 2012.

A magistrada cita ainda o desvio de mais R$ 916,875, ou seja, aproximadamente R$ 1 milhão para "formação de um caixa da futura campanha eleitoral do grupo político de Silval Barbosa no ano de 2014", quando Faiad tentou eleger-se deputado.

Sobre a verba de combustível, era "criminosamente" registrada na SAD como se estivesse sendo aplicada realmente nisso. Mas "o que consta é que o consumo não ocorria".

(Atualizada às 21:28h)
 

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