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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Grupo quer alterações no regimento da Câmara de Cuiabá para normatizar a tramitação de projetos

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Com o retorno das atividades parlamentares a partir de fevereiro, um grupo de vereadores deve solicitar alterações no regimento interno da câmara Municipal de Cuiabá e na legislação municipal para normatizar a tramitação de projetos dentro da casa de leis. O objetivo é evitar, principalmente, que as mensagens do executivo sejam levadas ao plenário em regime de urgência.

Principal articulador do grupo, o vereador Felipe Wellaton (PV) afirma que o regime de urgência impede a análise criteriosa por parte dos vereadores e força as comissões permanentes, como a de Justiça e Orçamento, a proferirem pareceres orais durante as sessões. Ele ainda lembra que, quando um projeto tramita em regime de urgência, os vereadores não podem pedir vista da mensagem do prefeito.

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“Esse instrumento tem sido utilizado com muita frequência, embora deveria ser um procedimento adotado para casos específicos. Basta o executivo ter as 13 assinaturas necessárias que o projeto tramita em regime de urgência e os vereadores são surpreendidos sem saber o que estão votando. É um vício de iniciativa do executivo e não nos dá tempo para analisar o projeto”, se queixou.

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Conforme o parlamentar, as principais mensagens que tramitam em regime de urgência dispõem sobre a criação de impostos, privilégios, cargos e até mesmo a extinção ou criação de secretarias municipais.

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No ano passado, o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) teve que refazer o projeto de lei para recriar a Secretaria Extraordinária dos 300 anos, após o Tribunal de Contas do Estado encontrar irregularidades no projeto inicial e determinar a extinção da pasta. A determinação do TCE foi dada com base em um requerimento do presidente da comissão de fiscalização e acompanhamento da execução orçamentária, vereador Marcelo Bussiki (PSB). Ele apontou ausência de relatório sobre o impacto orçamentário e falta de detalhes nos projetos executados, como prevê a lei de responsabilidade fiscal (LRF). Mesmo com parecer contrário da comissão, a câmara aprovou, por 20 votos contra três, o projeto de lei, que tramitou em regime de urgência especial. “Vamos fazer uma reformulação no regimento interno da câmara e na lei orgânica”, afirma Wellaton.

Segundo ele, a mudança será proposta por uma comissão de vereadores, porque a insatisfação é generalizada. Mas a iniciativa também poderia ser proposta individualmente. “É só ter vontade política que faz as alterações. Tenho certeza que será um crescimento muito grande para o legislativo”.

No âmbito estadual, o deputado José Domingos Fraga (PSD) também faz pontuações constantes quanto à necessidade de definir e esclarecer os parlamentares sobre a tramitação dos projetos na Assembleia Legislativa, sobretudo quanto ao regime de urgência e a dispensa de pauta.

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