Fávaro quer disputar governo do Estado e procurou a oposição, diz senador
O senador Wellington Fagundes (PR) afirmou ontem, durante evento do governo estadual em Chapada dos Guimarães, que o vice-governador Carlos Fávaro (PSD) o procurou há alguns dias para tratar das eleições de 2018. Segundo o parlamentar, Fávaro demonstrou interesse em ser candidato ao governo. “Se ele assumisse [o governo do Estado], ele não abriria mão [da candidatura]. A condição para ele assumir, cabe a ele responder. Mas se colocou nessa possibilidade. Ele procurou os partidos com quais estamos conversando”, disse Fagundes, se referindo ao PMDB, PTB, PP e PT.
Questionado sobre o assunto, o governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que em momento algum Fávaro o comunicou sobre o interesse em ser candidato ou sobre o diálogo com Fagundes e minimizou. “De conversar, não se pega nem catapora”, disse Taques.
Embora embrionário, o diálogo representa uma abertura a Wellington Fagundes, um dos principais nomes da oposição a Taques. Nos bastidores, comenta-se que o governador estaria ficando isolado, enfrentando dificuldades dentro da própria legenda e vendo seus aliados políticos articularem outros nomes para a disputa pelo Executivo.

Ainda conforme Fagundes, o ex-senador Jayme Campos (DEM) foi outro líder partidário que o procurou, admitindo a possibilidade de ser candidato ao Senado ou ao governo do Estado. Há cerca de 90 dias, o PR também teria conversado com o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, cujo futuro político ainda é uma incógnita: a filiação dele ao Democratas é dada como certa ao mesmo tempo em que o PP, do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, trabalha para conquistar o empresário. “Estamos discutindo o lançamento de candidaturas com vários partidos, mas tudo isso depende do cenário nacional e do tempo certo da janela eleitoral”, lembra Fagundes.
Durante todo o governo, Pedro Taques enfrentou grave crise financeira e, apesar das dificuldades, manteve o apoio da base governista, principalmente, na Assembleia Legislativa. Na última semana, no entanto, se tornou alvo de uma CPI e vem sendo cobrado publicamente pelos atrasos nos repasses do duodécimo aos Poderes.
A reportagem não conseguiu contato com o vice-governador.







