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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Advogado faz reclamação no STF que pode anular a operação Ararath em Mato Grosso

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Uma reclamação protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo advogado Ulisses Rabaneda pode anular 12 das 15 fases da Operação Ararath, deflagrada em setembro de 2013 e que investiga crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O jurista aponta falhas na distribuição do processo no STF e argumenta que o acordo de colaboração premiada do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, foi homologado irregularmente pelo juiz da 5ª Vara Federal de Cuiabá, Jeferson Schneider, em 2014.

Para o advogado, cabia ao STF analisar os termos do acordo, uma vez que, em seu depoimento, Júnior Mendonça citou autoridades com foro por prerrogativa de função à época, como o ex-deputado José Geraldo Riva, ex-governador Silval Barbosa, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo e o senador licenciado e ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP).

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No agravo, Rabaneda, que representa um empresário investigado na Ararath, também pede que o ministro Luiz Fux se retrate no processo, declinando a competência de julgamento para o ministro Dias Toffoli. É que Toffoli foi o primeiro relator de processos da operação. Em 2016, ele arquivou inquérito envolvendo Maggi, por falta de provas.

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Como as investigações continuaram, os novos processos foram redistribuídos para Fux, responsável por decretar os mandados de busca e apreensão e prisão da última fase da Ararath, a Malebolge, em setembro do ano passado. Na ocasião, a delação de Silval Barbosa serviu como base para os trabalhos da Polícia Federal e revelou esquema de pagamento de propina para deputados estaduais e conselheiros do TCE, além da extorsão de empresários.

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O recurso está concluso aguardando decisão do relator Luiz Fux. No parecer do Ministério Público Federal (MPF), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que a reclamação deve ser julgada improcedente. A expectativa do advogado é que, ainda neste semestre, a decisão seja proferida. Rabaneda acredita que como a homologação da delação de Júnior Mendonça acabou por desencadear desdobramentos da Ararath, caso o recurso seja julgado procedente, a Justiça pode anular as medidas tomadas a partir da terceira fase da operação. Outro cenário possível é o STF deferir parte do pedido, reconhecendo a homologação, mas redistribuindo o processo. Neste caso, a corte abre brechas para os réus questionarem toda a operação.

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