Sorriso: UTI de hospital será fechada para ser desinfectada
A ala do Hospital Regional de Sorriso, onde está localizada a Unidade de Tratamento Intensiva (UTI), passará por um procedimento de desinfecção. A medida foi tomada, hoje, depois da confirmação de que cinco pacientes da unidade estão infectados com a superbactéria acinetobacter. O caso foi noticiado com exclusividade pelo Só Notícias, ontem.
A assessoria de imprensa da unidade informou que todo o local será esterilizado, desde os equipamentos médicos até as paredes e o teto. Ainda não há prazo para que este procedimento termine. No entanto, a equipe encarregada por este trabalho acredita que até a próxima semana, tudo esteja pronto.
O trabalho será dividido em duas fases. Ou seja, primeiro se esteriliza um lado e, posteriormente, o outro. Os pacientes que estão na unidade continuarão lá. Está sendo feito o controle em todos os pacientes no local para que a superbactéria não se prolifere.

Enquanto isso, nenhum paciente será aceito. Caso seja necessário a internação de alguém em UTI do hospital, o paciente será encaminhado para outra unidade da região que disponibilize o atendimento especializado ou mesmo para Cuiabá e Várzea Grande.
Conforme Só Notícias já informou, a médica infectologista Ana Paula Jorge Fernandes, do Hospital Regional de Sorriso, confirmou, em entrevista coletiva, a infecção dos pacientes. Outros oito casos ainda estão sob investigação e somente após exames é que será confirmado ou descartado. A médica disse que a bactéria se desenvolve no solo e água, além de eventualmente na pele das pessoas, e é responsável por infecções em seres humanos.
Ela explicou que todos estes pacientes estavam internados há algum tempo na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A medida adotada pela direção foi isolar os cinco infectados. Segundo a médica, todos estão recebendo o devido tratamento e nenhum corre risco de morte. Eles devem ganhar alta na próxima semana. Dos cinco pacientes, quatro são moradores de Sorriso e um em outra cidade.
A superbactéria é resistente a antibióticos e pode se espalhar rapidamente comprometendo a saúde pública. Várias espécies de bactérias apresentam essa característica de transformação que pode culminar em uma superbactéria resistente a medicamentos.







