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Saúde

Rondonópolis e Cuiabá concentram 87% de casos de leishmaniose em MT

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Dois municípios de Mato Grosso concentram 87% dos casos de leishmaniose visceral (LV). Foram 86 registros em 2009, sendo 55 confirmações da doença em Rondonópolis e 4 mortes. Em Cuiabá, segundo município mais afetado, foram 20 pessoas infectadas. Este ano, já são 9 notificações, entre eles 3 pacientes em tratamento na cidade do interior com maior índice e 1 diagnosticado na Capital.

Em relação à leishmaniose tegumentar americana (LTA) – menos perigosa que a LV-, 2009 fechou com 153 casos, 92,4% a menos que em 2008, quando foram 2.026 notificações. Em 2010 já são 4 casos sob investigação na Capital e 12 em Alta Floresta. A Secretaria de Estado de Saúde não recebeu nenhuma confirmação.

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A infectologista Marcia Hueb enfatiza que a leishmaniose tegumentar e leishmaniose visceral são doenças diferentes. A LT é passada para o homem por meio de um vetor, um mosquito tipo flebotomíneo, que carrega o protozoário da Leishmania depois que pica algum animal silvestre contaminado.

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Segundo Marcia, trata-se de uma doença infecciosa e não contagiosa que ataca pele e mucosas. Apesar de afetar animais domésticos, como cães, o reservatório principal da doença está em animais silvestres. "Quem é contaminado por essa leishmania é quem frequenta ou frequentou áreas de mata, pescando, caçando ou em outras atividades desse tipo".

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Coordenadora do ambulatório referência em leishmaniose, no Hospital Universitário Júlio Müller, Marcia afirma que essa enfermidade não é fatal, mas pode ser a porta de entrada para doenças bacterianas.

Nos casos de leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, as preocupações são maiores, pois a doença pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos se não tratada a tempo. De acordo com a infectologista, a LV é provocada por outra espécie de flebotomíneo, que começou a se disseminar na área urbana na década de 80. Segundo Marcia, o fato da doença ter no cão o principal reservatório faz com que ela se prolifere mais em regiões urbanas periféricas. "Umidade, matéria orgânica em decomposição são condições propícias para o mosquito se reproduzir".

A LV afeta as vísceras, como o fígado e o baço, e compromete a medula óssea, podendo causar aumento de volume abdominal. De com o Ministério da Saúde, só em 2008 foram 3.328 registros no país.

 

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