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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Saúde

Prevenção à hanseníase será intensificada em Nova Mutum

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Na próxima semana, em Nova Mutum, entre os dias 23 e 27, será promovido um trabalho de prevenção à hanseníase. Serão feitas palestras e orientações nas empresas e postos de saúdes do município. O objetivo da campanha é informar a população sobre os sinais e os sintomas da doença, para que as mesmas venham a ser tratadas no estágio inicial.

Em Nova Mutum o tratamento é gratuito e todo o processo acompanhado pelos profissionais da área de saúde. Segundo a enfermeira Leila Raimundi, a hanseníase se pega através das gotas eliminadas no ar pela tosse, fala e espirro e também do contato direto com as lesões da pele de uma pessoa com hanseníase sem tratamento. “A campanha é para lembrar de forma educativa o Dia Mundial do Portador da Hanseníase, dia 24 janeiro e para ressaltar que a doença tem cura, desde que seja acompanhada e tratada”, disse.

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A hanseníase, popularmente conhecida como “lepra”, “morféia”, é uma doença contagiosa, que atinge a pele e os nervos, podendo também localizar-se em órgãos internos. Quando atinge os nervos, pode causar incapacidades físicas, gerando deformidades. No Brasil, a hanseníase continua representando um problema de saúde. Como exemplo, no ano 2000 foram notificados em torno de 40 mil casos novos. No Mato Grosso o número é de 22 casos para cada dez mil habitantes.

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Conforme dados da Secretaria de Saúde, em Nova Mutum já foram registrados 34 casos, sendo que 14 deles são multibacilares, ou seja, estágio mais avançado e 20 palcibacilares, onde a doença encontra-se em estágio inicial. A mesma tem quatro fases, sendo que as duas primeiras correspondem ao tratamento palcibacilar, onde não existe risco de contaminação e a cura pode ser alcançada em seis meses. Já as duas últimas fases correspondem ao tratamento multibacilar, onde o estágio é mais avançado e o tratamento é mais longo.

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De acordo com Leila, o grande problema enfrentado pela equipe de saúde refere-se ao preconceito, tanto da população quanto das pessoas portadoras, que não admitem ser avalizadas ou até mesmo ignoram as informações e o tratamento. “É muito importante que as pessoas se conscientizem de que a hanseníase tem cura e é gratuita. Outro fator preocupante é a forma que a mesma pode ser transmitida e é isso que queremos evitar”, comenta.

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