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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Saúde

Novas infecções e mortes por HIV atingem níveis mais baixos

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Relatório divulgado hoje (21) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids) revela que as novas infecções pelo vírus foram reduzidas em 21% desde 1997, enquanto as mortes relacionadas à doença caíram 21% desde 2005. Os índices, segundo o órgão, atingiram os níveis mais baixos desde os anos em que houve o pico de novas infecções (1997) e de mortes (2005) no mundo.

Dados apontam que, até o final de 2010, 34 milhões de pessoas em todo o mundo viviam com a doença. No mesmo período, foram registradas 2,7 milhões de novas infecções, além de 1,8 milhão de mortes em decorrência da aids.

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Estimativas do Unaids indicam que 47% dos 14,2 milhões de pessoas em condições de se submeter a tratamento antirretroviral em países de baixa e média renda tiveram acesso aos medicamentos em 2010 – um total de 6,6 milhões de pacientes e um aumento de 1,35 milhão em relação a 2009. Segundo o documento, há indícios de que o acesso ao tratamento tem representado "impacto significante" na redução das novas infecções por HIV.

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Um dos exemplo citados é o de Botsuana, no Sul da África. O acesso a antirretrovirais no país passou de menos de 5% em 2000 para mais de 80%, enquanto os casos de novas infecções caíram mais de dois terços desde o final dos anos 90 e estão entre 30% e 50% mais baixos do que estariam caso o tratamento não estivesse disponível.

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O diretor do Unaids no Brasil, Pedro Chequer, lembrou que estudos recentes demonstram que o uso do antirretroviral reduz em até 96% a contaminação pelo HIV entre casais formados por apenas um parceiro soropositivo. "A terapia antirretroviral representa uma revolução na prevenção", destacou.

De acordo com Chequer, o Brasil, atualmente, conta com uma cobertura antirretroviral de 97% quando consideradas as pessoas que receberam o diagnóstico da doença e entre 60% a 69% quando considerado o total de pessoas infectadas no país. A estimativa do ministério é que entre 250 e 300 mil brasileiros tenham sido infectados, mas não conhecem o diagnóstico.

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