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Saúde

Instituições se unem para conscientizar sobre a importância da doação de medula óssea em MT

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A Semana Estadual de Conscientização da Importância da Doação de Medula Óssea será na segunda e terça-feiras, em Cuiabá, para fortalecer a conscientização da Lei estadual 9.807/2012, do deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), Nininho, com o intuito de aumentar o número de doadores de medula óssea em Mato Grosso. “Instituir essa Semana de Conscientização é chamar a população e a imprensa para debater o assunto e multiplicar as informações sobre esse tema. Com isso, queremos que o número de doadores de medula óssea cresça a cada ano, aumentando a chance de salvar pacientes com leucemia ou outras doenças”, argumenta.

Segundo a hematologista e Oncologista Pediátrica, Sueli Santos Araújo, a população tem que se atentar à variedade de genótipos. “Quando falamos em variedade de genótipos nos referimos à diversidade racial, ou seja, é importante que pessoas de diferentes regiões do Estado estejam cadastradas, aí sim, teremos mais chances de doadores tanto para atender as necessidades de Mato Grosso, quanto para somar com Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome)”, explica Sueli.

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O transplante de medula óssea trata doenças onco-hematológicas (leucemias agudas e crônicas, Linfomas de Hodgkin, Mieloma Múltiplo e Síndrome Mielodisplásica), doenças hematológicas (Aplasia Medular ou Anemia Aplástica Severa, Anemia de Fanconi, Hemoglobinopatias: Anemia Falciforme e Talassemia, Hemoglobinúria Paroxística Noturna) e imunoficiências congênitas.

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Para a hematologista e hemoterapeuta, Paloma Borges, é importante a população conhecer as doenças que necessitam de transplante de medula óssea. “A campanha da importância da conscientização da doação de medula óssea com certeza vai ajudar a esclarecer a população e contribuir para o aumento de cadastros de doadores em Mato Grosso”, enfatiza.

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Para ser um doador é preciso ter entre 18 e 54 anos de idade e ter boa saúde. Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o Hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (5-10 ML) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador).

Os dados do doador são inseridos no cadastro da Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação.

O procedimento de transplante de medula óssea é seguro, e pode ser realizado de duas maneiras, por meio de uma máquina de aférese conectada a veia do doador, onde é coletado o material suficiente para a retirada de medula óssea, o procedimento dura poucas horas, e quando termina o doador é liberado. A outra maneira é em um ambiente cirúrgico, realizado com anestesia geral ou peridural, e requer internação de, no mínimo, 24 horas.

Este ano, o evento conta com o apoio da Câmara dos Deputados, Governo do Estado de Mato Grosso, Prefeitura de Cuiabá, Instituto Nacional do Câncer (Inca), MT-Hemocentro, Hospital Geral Universitário (HGU), Universidade de Cuiabá, Hemosan, Hospital de Câncer de Mato Grosso, Instituto Maria Stella e Sala da Mulher da Assembleia Legislativa.

A informação é da assessoria.
 

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