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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Saúde

Dengue provoca superlotação em Hospital Regional de Sorriso

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Profissionais da área da saúde do município de Sorriso e do Hospital Regional participaram de uma reunião, na quarta-feira, para buscar uma aproximação entre médicos dos PSFs, do CREM – Centro de Referência em Especialidades Médicas e do próprio hospital que enfrenta uma superlotação, principalmente no PA – Pronto Atendimento – devido ao aumento nos casos de dengue. Somente num turno, o hospital chegou a atender ontem 195 pacientes, sendo que somente no PAforam 90 pacientes. Segundo a direção da unidade, muitas vezes atendem-se 3,4 pacientes de uma só vez, prejudicando a qualidade dos serviços.

A diretora geral do Hospital Regional, Rejane Potrick Zen, falou que este “encontro tem a proposta de melhorar o atendimento para buscar minimizar essa demanda, diminuir a procura na emergência do hospital, porque quando atendemos pacientes no Pronto Socorro, eles devem vir encaminhados para urgência e emergência. São pacientes que requerem atendimento mais intenso. A população está muito assustada e busca atendimento em todas as unidades de saúde. Nós estamos querendo que os profissionais médicos da rede municipal façam uma triagem e só encaminhem ao hospital os pacientes muito graves para dar um atendimento que ele realmente necessita e que vai fazer a diferença na vida dele. Desta forma como está, superlotado, com 90 pacientes no Pronto Socorro, onde comportam apenas 28, nós não conseguimos dar um bom atendimento, pelo contrário”.

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Foram discutidos diversos assuntos, entre eles, número de profissionais plantonistas, realização de exames, para tentar diminuir as deficiências da rede, e consequentemente os problemas. Não se chegou a uma solução definitiva, mas sim algumas alternativas possíveis, como por exemplo, um levantamento dos encaminhamentos e prontuários dos pacientes para se checar se realmente estão sendo enviados ao hospital aqueles casos mais graves.

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O Hospital Regional de Sorriso atende pacientes de 15 municípios que compõem o polo regional de saúde, mas a demanda ainda é do município sede. A diretora lembrou que outras cidades encaminham pacientes por meio de regulação. “Além do encaminhamento escrito, os médicos dos outros municípios da região ligam para o hospital e informam ao plantonista que estão enviando paciente. Aqui em Sorriso, o paciente passa pelo PSF ou no CREM e o médico faz o encaminhamento por escrito. Como Sorriso é o município sede, utiliza bem mais que as outras regiões”.

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Pelo fato de Sorriso ainda não possuir um hospital municipal, o Regional acaba absorvendo essa demanda pela falta dessa estrutural. Além disso, a estrutura ambulatorial também é precária e diante desse quadro, o município acaba utilizando também a estrutura do hospital para soroterapia (medicação, repouso e observação).

O secretário de Saúde, Ednilson de Oliveira, afirmou que já foi feito convênio com um laboratório para realização de exames em feriados e à noite. “Foi efetuado um pregão em janeiro para atender nossos pacientes. Conversamos com o laboratório para que ele atenda também no período noturno, sábados, domingos e feriados”.

Também foi citada a dificuldade em relação ao município não possuir um médico com especialidades em pediatria. “Já temos autorizado há tempos, mas não encontramos profissional. Buscamos até mesmo em São Paulo, mas é difícil trazer um profissional da pediatria pra cá”.

Já está aprovada também para Sorriso uma UPA – Unidade de Pronto Atendimento. “Já está no PDR federal onde Sorriso é aprovado com UPA, com Samu. Foi uma vitória nossa juntamente com o Corpo de Bombeiros em fevereiro. Já inclusive aprovado em CIB estadual. Estamos na fase de elaboração do projeto, é uma transferência fundo a fundo, independe de política pra isso, sendo aprovado em Brasília, automaticamente, o recurso já virá e nós iniciaremos a construção, é algo que não tem volta”, finaliza o secretário.

 

(Atualizada às 14:39h)

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