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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Polícia

Sinop: soldado envolvido em morte de pedreiro pode ir a júri popular

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O soldado PM Evanildo Lopes, acusado de espancar e causar a morte do pedreiro Tiago Rodrigues dos Santos, 22 anos, no dia 26 de julho, em uma sala na Delegacia Municipal de Sinop, foi indiciado por lesão corporal seguida de morte, em inquérito da Polícia Civil, comandado pela delegada Ludmila Zorzete. A decisão para ele ser submetido a júri popular dependerá do promotor e do juiz que analisarão o inquérito. Se condenado, pode pegar até 12 anos de reclusão.

“Lesão corporal seguida de morte e a tentativa de homicídio estão no mesmo inquérito. Sobre a lesão, pode ser concluída o próximo dia 26, quando termina o prazo. Caso as investigações sobre homicídio não sejam concluídas posso pedir o desmembramento do inquérito”, explicou a delegada. Na próxima etapa, o processo será remitido ao Ministério Público.

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O soldado aguarda o término das investigações em liberdade. “Como ele não foi preso em flagrante, se apresentou com o advogado que está sempre em contato, tem residência fixa, está em trabalhos internos do quartel e não está dificultando as investigações, então não existe motivo para ser feito pedido de prisão”, disse a delegada.

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Conforme Só Notícias já informou, Tiago dos Santos e o irmão Dione, foram presos pela guarnição da PM, sob o argumento de que houve um chamado no 190, relatando que passageiros de um Pálio cinza teriam, supostamente, efetuado disparos contra o soldado, que estava a paisana. Uma guarnição da PM acabou parando o carro do pedreiro, que estava com seu irmão. Levado para a delegacia, Tiago foi agredido (quanto estava algemado) pelo soldado e acabou morrendo. Teve traumatismo craniano e o laudo do IML também aponta que foi agredido. Tiago não tinha antecedentes criminais e as investigações podem apontar que um inocente foi morto, provavelmente, por engano. A suposta arma que estaria com Tiago ou outros que estavam no carro não foi encontrada.

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Na última semana, Evanildo prestou depoimento na delegacia e no inquérito policial militar, onde assumiu a autoria dos golpes e, negou envolvimento do aspirante Alexandre Dallacqua e soldado Campos, que estavam de plantão e atenderam a ocorrência no dia.

(Atulizada às 09:21hs)

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