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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Polícia

Sinop: capitão comandará inquérito do espancamento e morte de pedreiro

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O comando regional Norte designou o capitão Kleber Franklin de Lima para presidir o inquérito da morte do pedreiro Tiago Rodrigues do Santos, 22 anos, sábado à noite, após ser detido e espancado em uma sala na delegacia municipal, pelo soldado Evanildo Lopes. “Estamos iniciando as investigações, coletaremos todas as provas como laudo do IML e a perícia. Estamos aguardando a apresentação do policial”, disse ao Só Notícias.

Conforme o comandante da Regional da Polícia Militar em Sinop, coronel Joelson Geraldo Sampaio, ainda está é aguardada a apresentação do soldado.
O coronel afirmou ainda que está sendo estudado se serão ou não afastados o aspirante Dallacqua e o soldado Campos, que prenderam Tiago e seu irmão, e os encaminharam a delegacia sob justificativa de supostos disparos ao soldado Evanildo, que estava a paisana. Não houve apreensão de armas e provas contra os acusados.
A assessoria do comando geral em Cuiabá informou que os dois haviam sido afastados. O coronel Sampaio informou que o afastamento foi apenas no dia da ocorrência, para ser feita a apuração dos fatos.

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Conforme Só Notícias já informou, Tiago dos Santos e o irmão Dione foram presos sob argumento que houve chamado no fone 190 que elementos em um Palio cinza haviam, supostamente, feitos disparos contra o soldado Evanildo, que estava a paisana, e amigos em uma rua. Os suspeitos foram levados à delegacia e, em um dos boletins de ocorrência, consta que o soldado entrou, enfurecido, e deu um golpe em Tiago, que estava algemado, e acabou morrendo no Pronto Atendimento. O irmão de Tiago, Dione Santos, afirma que eles foram espancados pelos soldados. No boletim de ocorrência, consta que o aspirante Dallacqua apenas ” empurrou” o soldado para ” fora da sala” após a violenta agressão ao pedreiro, ao invés de prendê-lo.

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Além de inquérito militar, a Polícia Civil também abriu inquérito para apurar o assassinato e o soldado, que estava a paisana, pode ir a júri popular.

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