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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Polícia

Sinop: acusado de matar acadêmico pede delação premiada para ter pena diminuída

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A defesa de Márcio Marciano Batista, 31 anos, acusado de envolvimento no latrocínio do acadêmico de medicina Eric Francio Severo, 21 anos, ingressou com pedido de delação premiada à juíza da 1ª Vara Criminal, Rosângela Zacarkim. Segundo uma fonte de Só Notícias, ligada ao caso, o objetivo do acusado é conseguir diminuição na pena. “Considerando a existência de uma enorme quadrilha, ele quer dizer a verdade. Quem encomendou a caminhonete e era o responsável pelo pagamento, por exemplo. Não é uma cooperação voluntária”, explicou.

A magistrada encaminhou pedido de colaboração premiada e cobrou uma manifestação do Ministério Público Estadual (MPE). A promotoria, no entanto, até o momento, não se pronunciou sobre o assunto. O parecer deve ser emitido nos próximos dias.

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No mês passado, conforme Só Notícias já informou, Rosângela decidiu por manter presos os três réus suspeitos de envolvimento na morte de Eric. Ela ressaltou que a medida era uma forma de garantir a ordem pública. “A gravidade em concreto dos fatos consistente em latrocínio, supostamente arquitetado por integrantes de quadrilha criminosa da qual os acusados eram integrantes, demonstra a periculosidade elevada e impõe a necessidade da manutenção de suas custódias cautelares”.

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A fase de instrução processual foi encerrada no final de setembro. Diversas pessoas foram ouvidas, entre elas, o delegado da Polícia Civil, Sérgio Ribeiro, que coordenou investigações, os militares envolvidos nas buscas pelo acadêmico, policiais rodoviários federais que fizeram a apreensão da caminhonete em Campo Grande (MS) e os próprios acusados. No momento o processo está em prazo de alegações finais e, em seguida, Rosângela deve sentenciar os envolvidos.

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Márcio Marciano Batista e Rafael Massuco dos Santos estão no presídio Osvaldo Florentino Leite, o “Ferrugem”, enquanto que Acácia Batista está detido na unidade prisional José Parada Neto, em Guarulhos (SP). A mulher de Márcio, Kênia Canachiro Dias, que chegou a ficar detida por alguns meses, conseguiu, em julho, o direito de aguardar a sentença em liberdade.

Márcio e Rafael são suspeitos de terem roubado a caminhonete GM S-10 que estava com Eric, no dia do crime. Eles também são apontados como acusados de executarem o acadêmico para não serem identificados. Acácio, por sua vez, está preso há vários meses e cumpre pena por diversos crimes (não confirmados). Ele é acusado de ter encomendado a caminhonete para ser vendida do Paraguai.

Márcio e Rafael foram presos em flagrante, com a caminhonete GM S10, branca, roubada de Eric. Eles são suspeitos de dominar o acadêmico instantes após ele sair de um bar, no centro da cidade e o executar em uma mata, em Lucas do Rio Verde. Ambos foram presos por policiais rodoviários no estado vizinho e recambiados para Sinop. Em depoimento, confessaram o latrocínio e alegaram que a caminhonete foi encomendada por um presidiário em São Paulo e receberiam dinheiro para roubá-la e transportá-la.

Desde a morte de Eric, a família do acadêmico encampa uma campanha nacional pedindo leis mais duras para latrocidas. Já houve contatos com vereadores, prefeitos, governadores, deputados estaduais e federais, além de senadores, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e, recentemente, o governador Pedro Taques pedindo que a pena para latrocidas suba para 50 anos de cadeia.

O abaixo-assinado pede que os deputados federais e senadores priorizem, com urgência, a votação de Leis Penais e de Execução Penal que garantam a segurança de pessoas de bem, em especial, o projeto de lei  353/2015 de autoria do deputado Major Olímpio Gomes (PDT/SP) que propõe penas de até 50 anos para crimes de latrocínio, extorsão, extorsão mediante sequestro, estupro e estupro de vulnerável.

Atualmente, a pena para latrocínio varia entre 20 e 30 anos de reclusão.

O latrocínio completa um ano no próximo dia 27.

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