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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Preso na Lava Jato, presidente da Odebrecht pede destruição de e-mail

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A Polícia Federal (PF) apreendeu, na última segunda-feira (22), um bilhete no qual o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, escreveu a frase "destruir e-mail sondas". O bilhete foi endereçado aos advogados dele e interceptado pelos agentes da PF que fazem a vigilância da carceragem da Superintendência em Curitiba, onde o executivo está preso desde sexta-feira (19).

Entre as frase escritas no bilhete, aparecem os dizeres “destruir e-mail sondas RR”. Para a PF, Marcelo se referia a Roberto Prisco Ramos, executivo da petroquímica Braskem, controlada pela Odebrecht.

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Após tomar ciência do ocorrido, o delegado responsável pela Operação Lava Jato pediu aos advogados do executivo que apresentassem o bilhete original e justificassem a expressão usada por Odebrecht, sendo que o bilhete original não foi retido pela PF.

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Ao delegado, os advogados Rodrigo Sanches e Dora Cavalcanti alegaram que o verbo destruir se referia à "estratégia processual, e não à supressão de provas". Eles explicaram que o documento original foi levado por outro advogado para São Paulo, onde fica a sede da empreiteira.

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Em justificativa enviada ao juiz Sérgio Moro, os advogados afirmaram que a ordem não tinha objetivo de autorizar a prática do crime.

“Feito mais uma vez esclarecimento no sentido de que as anotações não continham mais remoto comando para que provas fossem destruídas, que toda evidência palavra destruir fora empregada no sentido de desconstituir, rebater, informar, interpretação equivocada que foi feita sobre conteúdo do e-mail. As considerações do ilustre delegado que se seguiram fazem antever lastimável determinação de criar uma celeuma onde não existe,” afirmou a defesa.

Para decretar a prisão dos executivos da Odebrecht, o juiz Sérgio Moro baseou-se, entre outras provas, em e-mails trocados entre Marcelo Odebrecht e Roberto Prisco, nos quais é mencionado o pagamento de propina de US$ 25 mil por dia para operação de sondas de perfuração da Petrobras.

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