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domingo, 8 de novembro de 2026
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Polícia

Polícia de MT vai indiciar 7 na operação de agrotóxicos falsificados

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A Delegacia Especializada do Meio Ambiente, da Polícia Civil de Mato Grosso, vai indiciar sete pessoas em crimes estelionato, falsificação de documentos, receptação, fabricação e transporte em desacordo com a legislação ambiental e formação de quadrilha, nas investigações da operação “Paracelsus”, deflagrada no dia 13, nos municípios de Bady Bassit e São José do Rio Preto (SP) que desarticulou uma quadrilha que falsificava agrotóxico e vendia para todo o país com nota fiscal de vitamina. A equipe policial retornou neste fim de semana a Cuiabá, depois de cumprir 3 dos 7 mandados de prisão temporária decretados pela justiça ato-grossense e avalizado pela paulista, além de 5 mandados de buscas e apreensões, cumpridos um deles em uma fábrica clandestina que falsificava o agrotóxico, em Bady Bassit, “onde foram apreendidos 200 quilos do veneno Sdandak, que utilizada o mesmo principio ativo do Regent WG800, o Fipronil, ambos falsificados”, informa a assessoria da polícia.

A fábrica foi fechada por não ter licença ambiental de funcionamento e também foi apreenderida grande quantidade de um pó branco, que possivelmente seja um dos componentes utilizados para produzir o Regent falsificado. “É uma substância que tem toxicidade e aparentemente seria usada para fazer o Regent. Será enviada à perícia para comprovar as suspeitas”, disse o delegado titular da Dema, Carlos Fernando Cunha, que coordena as investigações.

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Em uma empresa de produção de produtos orgânicos, em São José do Rio Preto, “os policiais apreenderam vasta documentação que comprova a venda ilegal do veneno – orçamentos e pedidos dos produtos despachados pelos Correios para compradores de todo o Brasil. O agrotóxico era enviado com notas fiscais de vitaminas especial, ao valor médio de 2 mil, enquanto que o verdadeiro produto é comercializado por cerca de R$ 6 mil”.  Conforme as investigações, a empresa atuava há cerca de 2 anos na venda ilegado do veneno. Entre as documentações, a Polícia Civil apreendeu uma venda de 3 mil quilos para três fazendas de Mato Grosso, no valor de 90 mil e outra remessa de 80 mil.

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O delegado Carlos Fernando Cunha, disse que a Polícia Civil de Mato Grosso vai indiciar os donos da empresa, três filhos e dois gerentes. Conforme o delegado, não foi possível cumprir o mandado de busca e apreensão no escritório da empresa, pelo fato da firma ter mudando de endereço no final do ano passado. Mas isso, segundo Cunha, não inviabilizou o resultado da operação, pois a Polícia Civil conseguiu comprovar a falsificação do agrotóxico e fechar seu principal ponto de produção.

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Com apreensão de mais de 100 litros de um produto, ao longo de 1 ano, em caixas com notas fiscais de vitaminas, na agência distribuidora dos Correios, em Várzea Grande, a Delegacia Especializada do Meio Ambiente descobriu que o produto, fabricado com autorização de uma multinacional, era falsificado em uma fábrica no município de Bady Bassit, de onde era comercializado para todo o Brasil para uso em lavouras de soja. O produto que a multinacional “vende com permissão é destinado às indústrias de álcool, pois é muito concentrado e esse está sendo vendido para lavouras, colocando em risco milhares de pessoas. É um risco invisível que vai acumulando no organismo”, detalhou o delegado.

O veneno é considerado altamente tóxico e contém um principio ativo para controle de plagas na plantação de cana-de-açúcar. O produto falsificado contém uma dosagem menor do princípio ativo. Ele é vendido em embalagens reutilizadas do verdadeiro produto, com rótulo e lacres falsos. “É um veneno fortíssimo que não sabemos de onde vem. É isso que queremos descobrir”, disse o delegado Carlos Fernando Cunha.

Todo o agrotóxico apreendido em Várzea Grande que deu origem a investigação foi periciados e comprovado que está sendo distribuídos de forma inadequada, colocando em risco as pessoas que os manuseiam e a saúde da população que consomem os alimentos proveniente das lavouras que o utiliza como inseticida.

O nome da na operação “Paracelsus” é alusivo ao médico, alquimista, físico e astrólogosuíço, Paracelso, considerado por muitos como um reformador do medicamento e fundador da Bioquímica.

Participam da operação 8 policiais (investigador, escrivão e delegado) da Polícia Civil de Mato Grosso com apoio de policiais da Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP).

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