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domingo, 8 de novembro de 2026
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Polícia

Polícia conclui inquérito e indicia 4 por duplo homicídio em Guarantã do Norte; três foragidos

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Quatro pessoas envolvidas no assassinato de Haroldo Júnior Barboza de Souza, 20 anos, e Marcionílio Risello Machado, 28 anos, ocorrido no mês de julho, em Guarantã do Norte, foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio qualificado, motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas, e ocultação e destruição de cadáver. Dos quatro criminosos, um está preso preventivamente e três ainda estão foragidos.

O delegado Lucas Lelis detalhou que a investigação apontou que o crime foi motivado pelo fato de Haroldo Júnior estar comercializando drogas sintéticas em Guarantã do Norte sem autorização da organização criminosa. E a outra vítima foi executada por comprar droga de Haroldo. 

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Os dois jovens desapareceram no dia 24 de julho, após o final da exposição agropecuária da cidade. As vítimas eram amigos e não tinham registros criminais. Conforme o delegado, os diversos elementos obtidos apontam a participação dos quatro envolvidos no desaparecimento, execução e ocultação dos corpos das vítimas. A investigação apurou que o grupo coagiu Haroldo Júnior a entrar no veículo e, na sequência, embarcou a vítima Marcionílio, em frente à residência dele. Os acusados conduziram ambos para um local ermo, situado às margens da BR-163, sentido ao estado do Pará. Em seguida, obtiveram a autorização de líderes de uma facção para que executassem as vítimas. 

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No dia 24 de julho, ao fim da última festa, Haroldo Júnior estava em uma motocicleta quando foi atraído para uma emboscada e coagido a entrar no veículo com os criminosos, que depois buscaram Marcionílio. Após isso, o veículo, seguido por pessoas que conduziam a motocicleta de Haroldo, foi pela BR-163 até a zona rural de Guarantã do Norte, na localidade conhecida como Linha da Cachoeirinha. 

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Em um primeiro ponto da estrada, Marcionílio foi morto a golpes de picareta. A investigação da Delegacia de Guarantã do Norte apurou que dois criminosos retornaram à cidade para comprar soda cáustica, produto que eles usaram para descaracterizar e dificultar a identificação do cadáver da vítima, que estava escondido em um pequeno morro, de difícil acesso, dentro de uma área afastada de uma propriedade rural às margens Linha da Cachoeirinha. 

Depois de executar Haroldo, os criminosos jogaram a motocicleta da vítima debaixo de uma ponte da Linha da Cachoeirinha. O veículo foi localizado no final do mesmo dia em que as vítimas desapareceram e, a partir desta evidência, a investigação teve início pela Polícia Civil. Em outra localidade, conhecida como Linha Santo Antônio, Haroldo foi executado e o corpo enterrado em uma cova rasa. A vítima foi obrigada a consumir excessiva quantidade de substância entorpecente e depois a ingerir soda cáustica, sendo morto, em seguida, a golpes de picareta. 

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