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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Pintor é preso no Maranhão e confessa ter assassinado ex-namorada enforcada em Cuiabá

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Foi preso no Maranhão o pintor acusado de enforcar a ex-namorada Carol Ramos de Almeida, 22, por não aceitar o fim do relacionamento. O homem, que tem 30 anos, foi localizado por policiais civis quando trabalhava em uma obra, na cidade de Santo Antônio dos Lopes (MA). Ele teve cumprido o mandado de prisão temporária, expedido pelo juiz Jeverson Luiz Quinteiro, da Comarca de Cuiabá, em 11 de dezembro de 2015. O suspeito deixou Cuiabá um dia depois do crime e voltou para o Estado onde nasceu e reside a família.

O crime, classificado como feminicídio, foi praticado no dia 15 de outubro de 2015. Segundo a polícia, a vítima, que morava em uma quitinete no bairro Planalto, já vinha sendo ameaçada pelo ex-companheiro e neste dia ligou para uma amiga informando que estava na companhia dele.

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Carol estava separada do acusado há cerca de quatro meses. Mas investigação de policiais do Núcleo de Pessoas Desaparecidas, junto à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mostram que ele não aceitava a separação e sempre a perseguia e ameaçava. Conforme a polícia, o pintor frequentava o restaurante onde a jovem atuava como cuidadora de crianças, para ficar a monitorando e a intimidando.

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A vítima também já teria sido agredida por ele e chegou a denunciá-lo, fazendo com que ficasse preso alguns dias. A prisão teria deixado o suspeito ainda mais revoltado. Mesmo assim, insistia em reatar o relacionamento, ligando com frequência para Carol. Quando ela atendia os telefonemas e o contrariava, era ameaçada. A última ligação feita pelo ex foi um dia antes do desaparecimento.

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Segundo amigos e familiares, ela era considerada uma mulher alegre, brincalhona e tinha se afastado dos amigos depois de conhecer o pintor que a assassinou.

A confirmação da morte ocorreu no dia 13 de novembro de 2015, depois que o corpo, já em decomposição, foi localizado com uma corda enrolada no pescoço, na região do Rio Coxipó do Ouro. Submetido a necropsia, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou tratar-se do cadáver de Carol, assassinada quase um mês antes.

Diante dos depoimentos e outros provas de autoria, na época, o delegado Luciano Inácio da Silva, representou pelo mandado de prisão temporária por homicídio qualificado contra o pintor, que estava foragido.

Em depoimento ao delegado Tiago Mattos Bardal, da Polícia Civil do Maranhão, ele confessou com naturalidade o assassinato na ex-mulher. Disse que além dos 10 dias que ficou preso por ter agredido a vítima, ainda responde crime de porte de arma de fogo. Após ser preso em flagrante, pagou fiança de um salário mínimo e responde processo em liberdade.

Narra que no dia do crime, pilotou sua moto até a quitinete onde Carol morava e depois de pegá-la seguiu até uma lanchonete, na beira do rio Coxipó do Ouro. Disse que o bar pertence a um amigo dele. Ficaram no local por volta de uma hora, quando começaram a discutir.

Segundo o acusado, a discussão era pelo fato da vítima querer dele dinheiro para pagar o aluguel da quitinete. Cerca de 20 minutos depois deixaram o local e o suspeito diz que ele e a vítima entraram no mato para manterem relação sexual, momento em que mais uma vez discutiram.

Acusa a vítima de o ter agredido com tapas e inclusive arranhões no pescoço. Foi então que ele a pegou pelo pescoço com as mãos e a esganou. Depois que ela desmaiou, pegou a corda que usava para o trabalho e que estava na moto. Amarrou em seu pescoço, apertando até que estivesse morta. Abandonou o corpo no local e no dia seguinte fugiu de ônibus para o Maranhão.

Mas a polícia acredita em premeditação do crime, já que a vítima teve o cuidado de avisar que estaria saindo em companhia do ex-marido que a ameaçava. O nó dado na corda usada pelo criminoso também é apontado como de profissional, ou “nó de marinheiro”, indicando que a corda já teria sido preparada por ele.

Em Cuiabá o suspeito viveu por 12 anos, onde tinha ex-mulher e uma filha menor. Segundo a polícia, apesar de insistir em reatar o romance com Carol, quando a matou ele já estava em outro relacionamento com uma mulher que estava grávida. O caso segue sob investigação.

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