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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Polícia

PF quer prorrogar prisão de 26 por fraudes em convênios no Estado

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A delegada federal, Luciane Alves, que conduz as investigações da Operação Atlântida, solicitou, ontem, a prorrogação da prisão temporária dos 26 presos na sexta-feira (19). O pedido foi protocolado antes da confirmação oficial de que uma das pessoas presas havia tido um pedido de habeas corpus concedido. Devido a isso, a solicitação incluiu também a prisão desta pessoa libertada.

De acordo com a assessoria, a PF ainda não foi cumunicada sobre a decisão judicial da prorrogação da prisão. Caso se confirme uma nova prisão temporária, as 26 pessoas ficarão detidas por mais cinco dias. Caso contrário, todas as pessoas devem ser libertadas ainda hoje.

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A operação deflagrada tinha o objetivo de desmantelar uma “organização criminosa envolvida em um esquema de fraudes em licitações e desvios de verbas federais para municíoios da região Araguaia, em Mato Grosso”. Algumas das prisões aconteceram em Cuiabá. Os federais agiram em Barra do Garças, Pontal do Araguaia, Canarana, Novo São Joaquim e Ribeirãozinho. A relação dos nomes não foi informada. Servidores da Secretaria Estadual de Infra-estrutura e de prefeituras estão entre os investigados. A justiça federal também decretou sequestro dos bens de 26 pessoas e de sete empresas.

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Os esquemas teriam dado prejuízos superiores a R$ 38 milhões, aponta a PF. Com o caso, o governo do Estado decidiu afastar, por noventa dias, o funcionário público João Marques Pontes, atualmente coordenador de licitação da Secretaria de Estado de Infraestrutura de Mato Grosso. O governo vai instaurar um processo disciplinar administrativo para apurar o envolvimento do servidor de carreira nas denúncias de ilegalidades nos processos licitatórios da secretaria apontadas pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União.

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Os outros três servidores comissionados, da mesma pasta, também acusados de participarem desses procedimentos ilegais, serão afastados e exonerados imediatamente. A Secretaria da Casa Civil informou que perderão funções de chefia Adriano Ferreira Araújo, coordenador financeiro, Edson Luiz Raia, superintendente de Habitação, e Ana Catarina de Souza e Silva, gerente na superintendência de Vias Urbanas.

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