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sábado, 7 de novembro de 2026
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Polícia

PF diz que empresário fraudou R$ 40 milhões com empresas em MT e RS

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A Polícia Federal do Rio Grande do Sul confirmou apenas a prisão de um empresário, 51 anos, na capital, Porto Alegre, acusado de fraudar licitações para prestação de serviços públicos e desviar pelo menos R$ 40 milhões. Segundo as investigações, ele possuía pelo menos 17 empresas que atuavam em cidades do Rio Grande do Sul e também em Mato Grosso. A operação Kamikaze, deflagrada hoje, teve o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

A assessoria de imprensa da PF não revelou nomes das cidades onde estas empresas atuavam nem em quais elas fraudaram as licitações. Para abrir as empresas, o acusado utilizava nomes de outras pessoas como “laranjas” para não poder ser rastreado. Uma delas, de fachada, estava no nome de uma empregada doméstica que trabalhava para ele.

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De acordo com as investigações, ele participava de licitações públicas em todo o país, principalmente na modalidade pregão eletrônico. O valor oferecido pelo serviço era muito abaixo do valor praticado no mercado, o que viabilizava vitórias em vários certames. Parte do serviço contratado era executada, porém, não havia o recolhimento de verba trabalhista nem previdenciária. Como as empresas estavam em nome de “laranjas” e não possuíam patrimônio, a União acabava respondendo subsidiariamente pelas dívidas.

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Dentre as formas de atuação da organização criminosa estavam a utilização de documentos falsos e a participação de mais de uma empresa do grupo no mesmo processo licitatório. O empresário preso se tornou o 13º maior devedor trabalhista do Rio Grande do Sul; algumas dessas dívidas eram em nome de terceiros.

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O suspeito já havia sido alvo da Operação Freio de Ouro, deflagrada em 2009, e já foi indiciado em mais de 20 inquéritos na Polícia Federal, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Pela Operação Kamikaze ele irá responder por fraude em ato licitatório e associação criminosa.

(Atualizada às 16:50h)

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