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domingo, 8 de novembro de 2026
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Polícia

PF diz que dinheiro de organização financiou campanha de políticos no Estado

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A Polícia Federal apontou que já cumpriu, esta manhã, os cinco mandados de busca e apreensão (dois em Cuiabá e três em Ribeirão Preto-SP). De acordo com nota encaminhada à imprensa, a organização criminosa praticava crimes contra o sistema financeiro nacional, por intermédio de instituições clandestinas, “que eram responsáveis pelo empréstimos de altas quantias, especialmente a agentes políticos, que utilizavam os recursos para diversos fins, inclusive financiamento de campanhas e corrupção de outros servidores públicos”.

“A organização, ainda, é investigada pela prática de lavagem de dinheiro, mediante a movimentação de recursos originários de crimes contra a administração pública que transitaram por contas de pessoas jurídicas interpostas, inclusive para pagamento de empréstimos ilegais concedidos pelos operadores financeiros investigados”, aponta o documento emitido pela PF.

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Um dos mandados foi cumprido na casa do suplente de deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), no bairro Santa Rosa. De acordo com informações do Gazeta Digital, após a saída dos policiais, Fabris deixou o imóvel. Questionado sobre um suposto envolvimento no caso, bem como o cumprimento do mandado, o suplente afirmou que não teria nada a declarar. Ele seguiu, a pé, por cerca de 400 metros, até a sede do seu comitê de campanha (ele é candidato a deputado estadual). Minutos depois, ele deixou o local em uma caminhonete, também sem falar com a imprensa.

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Esta é a sexta fase da operação Ararath que tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. O foco da investigação são pessoas e empresas que agiam como instituição financeira sem autorização do Banco Central. Quatro pessoas já respondem a uma ação penal proposta pelo Ministério Público Federal e ainda estão em trâmite 13 inquéritos policiais (investigações).

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Na quinta etapa, realizada há cerca de três meses, foram presos o ex-secretário de Fazenda e da Secopa, Eder Morais (que ficou cerca de 60 dias atrás das grades) e o deputado estadual José Riva (que ficou três dias preso).

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