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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Polícia

Padrasto suspeito de abusar de enteadas é preso em Sinop; delegada confirma filmagem

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A delegada Renata Evangelista, da Polícia Civil, confirmou, esta tarde, a prisão de um homem acusado de estuprar as enteadas de 9 e 12 anos. Segundo Renata, uma das crianças teria relatado para a mãe que os abusos aconteciam quando ela as deixava sozinhas com o padrasto. “Há cerca de 15 dias, a filha mais velha de 12 anos, passou a informação para a mãe de que o suspeito estaria abusando sexualmente dela. Perplexa com aquilo e desesperada com a situação, achou que não bastava a palavra da criança para que trouxesse essa informação até a delegacia de polícia e resolveu, então, colocar o celular para gravar o suspeito com a filha, nesse intervalo que ela foi até a igreja”.

“Ao retornar, ela mexeu no celular e estava lá registrado que o marido dela teria abusado sexualmente da filha dela, de 9 anos. Teria passado a pomada na menina, nas partes íntimas dela, e o vídeo apaga a luz, mas no vídeo você tem claramente o áudio dele falando e ele realmente praticou atos libidinosos diversos da condição carnal com ela, dá para claramente aferir isso por meio da gravação”, acrescentou.

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De acordo com a delegada, o homem nega as acusações das vítimas. “Como de costume, os suspeitos desse tipo de crime chegam aqui e tentam até colocar culpa nas vítimas, dizendo que elas tinham um interesse sexual nele. Uma criança de 9 anos e outra de 12, não tem interesse sexual em ninguém, elas não têm capacidade de discernimento para saber quem são e negou a todo momento que tivesse abusado sexualmente dela”. Renata Evangelista ainda ressaltou que “estupro não se restringe à penetração, pênis na vagina, atos libidinosos, diversos da condição carnal, com menor de 14 anos, configura estupro. Nesse caso, ele passou pomada nas partes íntimas dela e se valeu, se esfregando nela para satisfazer”, contou.

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Renata também reforçou que não há necessidade de que os familiares tenham diversas provas do abuso, uma vez que palavra da vítima neste tipo de caso é a principal prova. “A mãe num ato de desespero achou que era necessário, que não bastava a palavra dessa criança, ela tinha até comprado uma câmera de segurança antes, mas não conseguiu instalar, aí resolveu gravar por meio do vídeo no celular. Não é necessidade isso, a palavra da vítima tem especial relevância porque nesse tipo de crime, geralmente um abusador não vai praticar o abuso na frente de todo mundo, ele vai sempre estar na surdina, quando todo mundo sai de casa e a palavra da vítima é que vai contar, porque não tem testemunha para ser diferente de um crime de estelionato, o que quer que seja, não vai ter, a gente não consegue comprovar que houve a prática do crime por outro meio que não há palavra da vítima”, explicou.

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