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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

PF e Exército deflagram operação contra garimpo legal em terra indígena no Mato Grosso; maquinários destruídos

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 A Polícia Federal concluiu, esta manhã, a operação Mamon, realizada em conjunto com a operação Ágata Fronteira Oeste II do Exército Brasileiro. Ação teve o objetivo de reprimir os ilícitos ambientais de extração ilegal de ouro e usurpação de bens da União ocorridos no interior da Terra Indígena Sararé situada no município de Pontes e Lacerda.

Foram 3 dias de incursões pela floresta com a finalidade de promover a desintrusão dos garimpeiros que atuam na região de forma ilegal, bem como destruir maquinários e utensílios utilizados na atividade criminosa. Foram utilizadas aeronaves para o acompanhamento e proteção das equipes que atuaram em solo. Durante as buscas aéreas foram localizados maquinários e petrechos utilizados pelos criminosos, muitos dos quais estavam escondidos nas matas.

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Nessa etapa dos trabalhos de repressão e fiscalização no interior da TI Sararé foram destruídas 17 pás carregadeiras e 17 motores de dragagem, além de terem sido localizadas diversas estruturas de madeira usadas pelos garimpeiros como bases. Segundo a PF, a medida foi necessária, diante das circunstâncias, para evitar o uso e aproveitamento indevido desses bens, encontrados em toda a extensão da área protegida, cuja remoção mostrou-se inviável. Os prejuízos estimados para a organização criminosa com a destruição dos equipamentos são da ordem de 20 milhões de reais.

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Concomitantemente, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, em propriedades rurais que fazem limite com a terra indígena, para a apuração de indícios de que sejam utilizadas como base para os criminosos e acesso ilegal ao território indígena, tanto de pessoas quanto dos maquinários.
A operação Mamon contou também com a participação do IBAMA, FUNAI, Força Nacional e do Centro Integrado de Operações Aéreas de Mato Grosso, em todo planejamento e execução do trabalho.
A articulação e integração entre as instituições possibilitam a otimização dos meios e do capital humano empregados, com economia dos recursos públicos envolvidos.

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As investigações continuam para a análise dos elementos colhidos durante as buscas, com a finalidade de identificar os financiadores dessa atividade ilegal, além de descapitalizar as organizações criminosas que, ao atuarem com impactos sobre a Terra Indígena Sararé, causam danos ambientais irreversíveis.

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