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sábado, 7 de novembro de 2026
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Polícia

Operação na fronteira de MT resulta na prisão de 116 pessoas

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Os 14 dias da segunda edição da Operação Gênesis, realizada nos 983 quilômetros de fronteira seca e alagada entre o Brasil e Bolívia, resultaram na prisão de 116 pessoas, um número três vezes maior que a primeira edição da operação, na qual foram presas 39 pessoas. "O número de prisões deve-se a amplitude da operação, que desta vez atingiu os 28 municípios da faixa de fronteira entre Mato Grosso com a Bolívia. Além das instituições envolvidas, também tivemos o apoio de 64 alunos a soldados da Polícia Militar, cedidos pelo Comando Regional de Cáceres, e duas guarnições da Força Tática de Várzea Grande", disse o coordenador da operação, tenente-coronel PM Antônio Mário Ibanez, comandante do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron).

Além das prisões, a operação resultou em 77 armas e 677 munições apreendidas,11 veículos recuperados, 63 flagrantes registrados, 5.620 veículos abordados, 12.290 pessoas vistoriadas, 41 mandados de prisões cumpridos, 66 notificações realizadas, 499 estrangeiros abordados, 831 CDs e DVDs contrabandeados, apreensão de R$ 6.440,00; 1.545,00 dólares, 479,00 em peso boliviano e 30 celulares e cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão.

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O resultado da Operação Gênesis II foi apresentado em coletiva à imprensa nesta quarta-feira (10.08), na Secretaria de Estado de Segurança Pública, em Cuiabá. "Foi uma operação com resultado altamente positivo, principalmente no que diz respeito aos números quantitativos", destacou Ibanez.

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A Operação Gênesis II aconteceu de 26 de julho a 09 de agosto e envolveu, ao todo, quase 600 pessoas de 37 instituições municipais, estaduais e federais, numa força-tarefa de combate aos crimes de fronteira, especialmente ao tráfico internacional de drogas.

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Para combater esses ilícitos transfronteiriços foram realizadas 143 barreiras pela polícia, além de patrulhamento fluvial nos rios Cuiabá, São Lourenço, Paraguai e Jauru. Militares a pé também fiscalizaram as chamadas ‘cabriteiras" (estradas vicinais/alternativas abertas com a finalidade de transporte de drogas, para que os ‘mulas"- pessoas que transportam a droga, não tenham que passar pelas barreiras fixas de policiamento).

Para o secretário de Estado de Segurança Pública, Diógenes Curado Filho, o foco principal da operação era a prevenção dos crimes na região da fronteira. "Para isso fizemos um trabalho com os organismos de Inteligência e também em parceria com as demais instituições no sentido de evitar a entrada de drogas e demais práticas criminosa na fronteira, além de levar sensação de segurança aos moradores da região da fronteira", observou Diógenes.

 

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