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sábado, 7 de novembro de 2026
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Polícia

Nortão: justiça nega pedido de investigado em morte de prefeito

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A juíza substituta da comarca de Nova Canaã do Norte, Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade, negou o pedido da defesa de Vanildo dos Santos, acusado de participar do homicídio do prefeito da cidade, Antônio Luiz César de Castro (Luizão), 43 anos, em 5 de agosto de 2011. A defesa pediu para que imagens das câmeras do circuito de segurança de um supermercado, em Sinop, fossem juntadas ao processo. O réu alega que esteve no dia 8 de agosto daquele ano, fazendo compras mas a justiça indeferiu o pedido, já que na audiência de instrução e julgamento, no dia 15 de fevereiro, não houve “qualquer interesse em obter a tal filmagem de circuito interno da referida empresa”.

A juíza também acrescentou na decisão que “o outro réu Wanderlei Teixeira de Almeida, encontra-se preso, logo o processo urge para o seu deslinde final, sendo a prova impertinente neste momento processual”. Os dois também são acusados de coação. Não foi confirmado se Vanildo continua preso ou está respondendo ao processo em liberdade.

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Wanderlei, durante seu interrogatório em audiência, ficou algemado. A juíza considerou a “situação excepcional, em função da periculosidade do réu”. Ele está no presídio Osvaldo Florentino Leite, o “Ferrugem”.

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A juíza também solicitou junto a primeira vara do júri da comarca de Fortaleza (CE) “a comprovação do cumprimento do alvará de soltura referente a decisão que revogou à prisão preventiva do indiciado Edson Teixeira de Almeida”, que se encontrava preso naquela comarca por participação ao assalto do Banco Central.

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Conforme Só Notícias já informou, Luizão foi executado com sete tiros de pistola calibre 380 na noite do dia 5 agosto de 2011 durante uma festa de laço, em um clube da cidade, em Nova Canaã do Norte, por um homem que chegou ao local encapuzado e perguntou quem era o prefeito Luizão. Em seguida fugiu em um veículo onde outro homem o aguardava.

A Polícia Civil de Mato Grosso, em operação conjunta com a polícia paulista, prendeu dois acusados de envolvimento no assassinato do prefeito. Wanderlei, 43 anos, é acusado de coautoria no homicídio, e foi preso em Diadema, em maio do ano passado, na casa de um parente. A Polícia Civil mato-grossense estava com duas equipes em São Paulo e conseguiu pegar Wanderlei após vários meses de investigação.

Na mesma semana, em Nova Canaã do Norte, investigadores prenderam Vanildo, acusado de ajudar Wanderlei a fugir e “intimidar testemunhas”.

Segundo as investigações, a motivação seria por uma série de fatores, sendo um deles o apoio que Wanderlei deu à campanha do prefeito e também a compra de um imóvel reformado com o dinheiro do assalto ao Banco Central, que depois foi tomado pela Justiça e leiloado. O imóvel foi arrematado pelo prefeito e isso teria contrariado Wanderlei.

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