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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Monitoramento detecta infrações e prende reeducandos com tornozeleiras em MT

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Em operação há duas semanas, o novo modelo de monitoramento de tornozeleiras foi decisivo para o cumprimento de 12 mandados de prisão, além de oito prisões em flagrante por crimes como roubo, furto, tráfico de drogas e descumprimento da lei Maria da Penha na região metropolitana.

O resultado é fruto de uma ação integrada, que reúne as secretarias de Segurança Pública (SESP) e de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), e que conta com o apoio do Poder Judiciário e do Ministério Público Estadual. “Estamos em uma força tarefa para detectar aqueles que estão descumprindo as regras, para que sejam imediatamente capturados e presos”, disse o secretário adjunto de Inteligência da Sesp, Gustavo Garcia.

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Desde 27 de julho, todos os cerca de 200 profissionais que atuam nos departamentos de Inteligência da Segurança Pública (Sesp, Polícia Judiciária Civil e Polícia Militar) passaram a ter acesso compartilhado ao sistema de monitoramento. Até então, a tarefa estava a cargo exclusivamente de uma central operada pela Sejudh, na qual atuam 20 servidores, divididos entre funcionários públicos da secretaria e privados da empresa responsável pelo sistema.

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Com a alteração, o sistema passou a ser operado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), onde é feita a verificação, em tempo real, da situação de cada usuário de tornozeleira em relação às regras de uso. "Quando detectada a infração administrativa, em razão dos descumprimentos das regras estabelecidas pela Vara de Execuções Penais, o juiz expede o mandado de prisão. Essa ordem de captura é difundida para equipes operacionais da Polícia Militar e da Polícia Civil, que realizam as prisões”.

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O juiz da 2ª Vara de Execuções Penais de Cuiabá, Geraldo Fidelis, avaliou como positivos os primeiros resultados obtidos com a integração e a capacitação das pessoas que fazem o monitoramento. “Essa parceria com a Sesp será firme e precisa, para garantir a tranquilidade do Sistema Penitenciário e da sociedade. Aqueles que transgridem as normas responderão pelos seus erros, regredindo para o regime para fechado”, destacou.

O secretário adjunto de Administração Penitenciária da Sejudh, Fernando Lopes, destacou a atuação estratégica das duas secretárias. “O resultado obtido é só o começo. Com a integração, a repressão vai aumentar. O Estado vai agir de forma enérgica em relação àqueles que descumprem as regras”, declarou.

Segundo o coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle da Sesp, coronel BM Marcos Roberto Weber Hübner, o trabalho terá repercussão direta nos índices de violência. “O trabalho realizado tem ajudado muito no combate aos índices de violência. Esta tecnologia é um fato positivo de atuação”.

Atualmente, cerca de 2,4 mil reeducandos do Sistema Prisional de Mato Grosso estão em liberdade com uso de tornozeleiras eletrônicas –sendo 1.424 em Cuiabá e 109 em Várzea Grande.

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