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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Polícia

Mato Grosso não registra roubos a bancos há dez meses

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Há dez meses Mato Grosso não registra roubo a banco, na modalidade "novo cangaço". A última investida ocorreu no dia 30 de outubro de 2012, no município de Comodoro (região Oeste). A redução de 100% nas ocorrências é atribuída ao contra-ataque das polícias nas ações criminosas que aterrorizaram moradores de seis municípios mato-grossenses no ano passado.

As investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Divisão Antissequestro, da Polícia Civil, identificaram a atuação de quatro quadrilhas de roubo a banco, em Mato Grosso e todas desarticuladas. Três delas tiveram os integrantes mortos durante confronto com a polícia, no período de refúgio na mata, e uma está presa no presídio Osvaldo Florentino Leite, o "Ferrugem", em Sinop.

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O delegado titular do GCCO, Flávio Henrique Stringueta, interrogou no final de agosto um dos líderes da quadrilha presa em Sinop, acusada de assaltar as agências de Tapurah, Denise e Nova Monte Verde, em 2011. Segundo Stringueta, as investigações apontam que a quadrilha também arrombou caixas eletrônicos no interior de Mato Grosso.

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Mesmo não havendo registro de roubo no estilo "novo cangaço", o monitoramento dos policiais da Inteligência da Gerência de Combate ao Crime Organizado é constante para impedir a articulação de novos grupos no Estado. "Toda informação de ‘novo cangaço" é checada por nossos policiais, seja em campo por meio de buscas de armas ou outro tipo de monitoramento. Isso acaba intimidando as quadrilhas e mostrando que a polícia está atenta", observa Stringueta.

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De acordo com o delegado, as ações de repressão permitiram a queda também em outras modalidades de roubos e furtos a bancos, como o "sapatinho", pratica criminosa que consiste em manter refém a família do gerente, os furtos descobertos com a prisão das quadrilhas dos "descuidistas" e do "guarda-sol" e as explosões de caixas eletrônicos.

Em 2013, a Gerência de Combate ao Crime Organizado investigou uma única ocorrência de assalto "sapatinho" e indiciou cinco pessoas por envolvimento no crime. O roubo foi praticado no dia 16 de janeiro, na Cooperativa do Sicredi, em Nobres (146 km ao Médio-Norte), de onde o bando levou R$ 100 mil. Dos cinco suspeitos, quatro estão presos. Todos respondem por crimes de extorsão mediante sequestro e formação de quadrilha.

Também foram presos sete integrantes de uma quadrilha que tentou furtar mais de 15 agências bancárias aproveitando-se do descuido dos funcionários. Em outra ação, em apoio a investigações do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, 15 integrantes de uma quadrilha que utilizava guarda-sol para se esconder das câmeras de vigilância e driblar o sensor de segurança dos bancos foram presos nos estados do Mato Grosso do Sul e Paraná. Em Mato Grosso eles agiram em oito bancos.

"Temos como positivo o período, pois houve uma redução substancial de todos os crimes de apuração da Gerência. Isso deixa a sociedade mais tranquila. Entendemos que as Polícias estão no caminho certo e preparadas para combater eventuais ações criminosas", finalizou o delegado Flávio Stringueta.

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