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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Mais de 4 mil PMs estariam aquartelados em Mato Grosso

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Mais de 4 mil soldados, cabos, sargentos e subtenentes da Polícia Militar estão aquartelaos desde o início da madrugada desta quinta-feira na grande Cuiabá e por algumas cidades do interior do Estado. Por coincidência, a Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) foi acionada para liberar quatro corpos na noite de ontem e madrugada de hoje, três as vítimas foram assassinadas.

No Centro Integrado de Segurança e Ciadania do bairro Planalto (Cisc-Norte), a sala dos PMs amanheceu fechada e nenhum deles compareceu para o trabalho. O motivo é a revolta pelo descaso do Governo com relação ao salários dos praças. Segundo eles, todos lutaram para que o Governo “ajustasse” os salários do oficiais em mais de 20%, enquanto os soldados, cabos, sargento e subtenentes ficaram sem reajuste.

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A Assembléia Legislativa deveria ter votado na quarta-feira à noite os projetos que tratam de reajuste e estruturação das carreiras militares. O projeto não foi colocado na pauta de votação. Durante toda a sessão, deputados se limitaram a revezar em discursos eloqüentes na defesa da segurança. O deputado estadual Percival Muniz (PPS) defendeu, por exemplo, que os parlamentares solicitem do Governo do Estado o envio de uma proposta salarial para as categorias miliatres para os próximos quatro anos. Já o deputado Zé Carlos do Pátio (PMDB) disse que quer preservar a imagem do governador, e acredita que uma semana possa ser possível para a busca de um novo entendimento.

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“Não tem como chegar num denominador comum hoje em plenário, nem amanhã. Se acontecer isso, pode haver um desentendimento entre as categorias, entre os parlamentares em plenário e entre o governo. Nâo dá, é buscar um entendimento e se o projeto for retirado vai ser discutido e vamos continuar o debate” – disse Pátio, prevendo a situação.

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Segundo Juarez Costa (PMDB) o governador disse estar disposto a assumir os ônus dos debates, mas adiantou que o Estado não tem como assumir os custos criados pelas emendas parlamentares. Ainda segundo Juarez, o governador estaria disposto a arguir uma Ação Direta de Inconstitucionaliade (ADIN) em função da incapacidade financeira do estado. O deputado José Riva (PP) pediu o encerramento do debate sobre as mensagens da PM em função delas não estarem em votação.

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