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sábado, 7 de novembro de 2026
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Polícia

Hércules muda depoimento e fala em suborno: Secretário diz que ele é mentiroso

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O secretário de Segurança, Celio Wilson, divulgou nota hoje à tarde, repudiando as declarações do ex-cabo PM Hércules Araújo de Agostinho, durante depoimento, à juíza Maria Erotides Macedo, no Fórum Criminal de Várzea Grande, sobre um triplo assassinato ocorrido, em Cuiabá, em 2001, quando foram executados Leandro Gomes dos Santos, Celso Borges e Mauro Celso Ventura de Moraes. Hércules, que antes havia confessado os crimes em depoimento na polícia, Ministério Público e na Justiça, a mando de João Arcanjo Ribeiro, hoje voltou atrás, negou o crime e disse que recebeu propina para incriminar Arcanjo, que também depôs nestre processo, hoje de manhã.

O secretário de Segurança chamou Arcanjo de mentiroso. Eis a íntegra da nota:
“Que as declarações de Hércules Araújo de que o secretário teria se comprometido a pagar-lhe mensalmente R$ 600,00, em troca de acusar João Arcanjo Ribeiro como mandante de assassinatos, é mentirosa, e que jamais, em momento algum, ofereceu qualquer quantia ao acusado para incriminar Arcanjo, ou por qualquer outro motivo; Que esteve com Hércules Araújo em duas oportunidades – acompanhou o trajeto do preso recapturado, de Machadinho D’Oeste (RO) a Cuiabá (MT), e depois no presídio Pascoal Ramos e que em nenhuma dessas ocasiões propôs pagamento a ele; Com o retorno de João Arcanjo Ribeiro, acusado de comandar o crime organizado no Estado, à Cuiabá, é que o teor dos depoimentos de Hércules (nos processos onde Arcanjo aparece como mandante de assassinatos) começaram a ser mudados. Para Célio Wilson, a seqüência de depoimentos de Hércules confirma que a mudança no depoimento dado nessa terça-feira (16) não passa de uma estratégia da defesa.; Que as mudanças de depoimento de Hércules Araújo Agostinho comprovam que ele continua a serviço do crime organizado em Mato Grosso.

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O secretario Célio Wilson de Oliveira lembra que há uma estratégia para desmoralizar delegados, promotores, juízes, a fim de colocar em dúvida a credibilidade dos responsáveis pela ação policial e processual que desarticulou o crime organizado em Mato Grosso. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública recentemente iniciou uma investigação para apurar denúncias de recebimento de dinheiro pelos acusados, em troca da mudança de depoimentos à Justiça.

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A nota divvulgada esta tarde pelo secretário diz ainda que “uma fita apreendida pela Polícia Federal no dia 4 de abril de 2003, na casa do bicheiro João Arcanjo Ribeiro deixa claro que seriam tomadas “as medidas necessárias” para evitar que João Arcanjo continuasse aparecendo na mídia como criminoso. A gravação foi feita por Silvia Chirata, ex-esposa de Arcanjo”.

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