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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Falsos sequestros mobilizam polícia e geram prejuízos em MT

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Dados da Polícia Judiciária Civil apontam que em dois anos cerca de dez comunicações falsas de sequestros foram registradas e geraram investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado. Para o delegado Flávio Henrique Stringueta, chefe da unidade especializada, o falso sequestro causa prejuízos à polícia, que deixa de apurar ocorrências verdadeiras para trabalhar no esclarecimento de uma ‘brincadeira" inconsequente. "Quando uma vítima está sob o domínio de sequestradores, a polícia passa a trabalhar 24 horas ininterruptas. Todos os policiais da unidade especializada são mobilizados para o caso, mesmo nos falsos", explicou, por assessoria.
De acordo com a polícia, este tipo de crime é um dos mais difíceis de apurar, pela sua complexidade e tensão que envolve toda a equipe policial.

A notícia de uma professora, 28 anos, que inventou que foi sequestrada por engano, achando que era filha de uma juíza, desencadeou uma série de pedidos à Segurança de proteção a filhos de magistrados. O caso ocorreu em julho de 2011. Na ocasião, ela narrou ter sido sequestrada e sofrido violência sexual. Tudo com objetivo de chamar a atenção do namorado, conforme as investigações descobriram depois.

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Em outro caso falso, ocorrido em fevereiro de 2012, uma jovem da região de Barra do Garças, conheceu uma rapaz por um site de relacionado social e usou a página para dizer que estava sequestrada. A moça criou a história para não se encontrar com ele, que tinha marcado em Cuiabá. A Polícia Civil descobriu que ela havia colocado uma foto de outra pessoa e inventou o sequestro porque não queria que o rapaz a conhecesse.

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Outra situação foi o falso sequestro de uma adolescente, 16 anos, em junho do ano passado. Ela forjou a história depois de um desentendimento com a mãe. A menina mandava mensagens ao celular do pai dizendo estava "apanhando" dos sequestradores e, posteriormente, mandou mensagens informando que estava em Campo Grande (MS). Os policiais descobriram a farsa e a menina foi localizada escondida na casa de uma amiga, no bairro Carumbé, em Cuiabá. Ela respondeu ato infracional de comunicação falsa de crime, na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA).

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Segundo delegado Flávio Henrique Stringueta, geralmente, a descoberta de que tudo não passa de uma farsa é rápida, devido ao alto grau de especialização dos policiais que atuam na Gerência. "A simulação de sequestro só traz prejuízo à polícia, que acaba desviando a atenção de investigações complexas para um crime que na verdade é falso", diz.

Para o delegado, uma história falsa de crime nunca consegue atingir todos os graus de verossimilhança do fato. "Temos que desenvolver quase que o mesmo tipo de trabalho de um sequestro pra mostrar à família que a pessoa não está sequestrada. Um trabalho com uma finalidade inversa", afirma. "O trabalho é o mesmo de um sequestro verdadeiro, só que com menos estresse porque a gente sabe que não tem ninguém sequestrado e nem uma vida em jogo", finaliza.

 

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