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domingo, 8 de novembro de 2026
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Polícia

Desembargadores soltam escrivão suspeito de envolvimento na morte de estudante em Sinop

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Os desembargadores da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça julgaram, na última semana, o mérito de um recurso e confirmaram a decisão, tomada em caráter liminar, de soltar um escrivão da Polícia Civil em Sinop, acusado de envolvimento no homicídio da estudante Rurye Perossi Yusseff, 16 anos. O crime ocorreu em setembro de 2016. A jovem estava no bairro Bela Suíça, com um grupo de amigos, quando foi atingida por tiros e morreu na hora.

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Conforme a ementa do acórdão (espécie de síntese da decisão colegiada), o entendimento dos desembargadores foi de que “deve ser substituída por medidas cautelares alternativas, a prisão preventiva do paciente, decretada para a garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, porquanto restou demonstrada sua desproporcionalidade no caso em tela, uma vez que a conduta, em tese, perpetrada por ele não extrapolou a normalidade do tipo penal supostamente infringido”.

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Os magistrados também levaram em consideração que o escrivão possui “predicados pessoais favoráveis”. Desta forma, ratificaram a decisão tomada pelo relator do habeas corpus, desembargador Luiz Ferreira da Silva, que, no final de junho, determinou a soltura do policial. O escrivão e o primo dele, que também é suspeito de ter envolvimento no assassinato, foram presos, no dia 26 de maio, em cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal de Sinop.

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Conforme Só Notícias já informou, em julho, a justiça criminal autorizou o uso dos dados obtidos durante a fase de inquérito para subsidiar o procedimento administrativo contra o policial. Também foi aceito que ele resida e trabalhe em Cuiabá, desde que comparece à comarca de Sinop bimestralmente.

“A investigação começou na primeira delegacia de Sinop. Depois, como haveria envolvimento de policial, foi repassada para a corregedoria, em setembro do ano passado. Através da investigação chegamos a estes dois nomes e representamos pelas prisões preventivas”, afirmou, anteriormente, Alcindo Rodrigues, delegado corregedor que presidiu as investigações.

Em nota divulgada quando os acusados foram presos, a assessoria da Polícia Civil informou, que “as investigações apontam que a jovem não era alvo do atirador e a motivação do crime está relacionada a desentendimento entre o escrivão de polícia e outro rapaz ocorrido momentos antes do crime”.

Segundo a assessoria, todos estavam no mesmo evento – um ponto de encontro de jovens conhecido por Beco, perto de uma faculdade. “Após a discussão, o escrivão e seu primo saíram do local e retornaram depois. O  escrivão, por se encontrar em estado de embriaguez, e querendo se vingar ou intimidar o grupo do rapaz com quem se desentendeu, realizou disparos e um dos tiros  atingiu a jovem Rurye”.

A adolescente era natural de São Paulo (SP) e estudava em um colégio particular em Sinop.

 

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