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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Polícia

Delegado diz que professora vítima de feminicídio em Mato Grosso foi estrangulada

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O delegado da Polícia Civil de Juína, Luiz Roberto Camargo, detalhou a prisão do homem de 46 anos suspeito de matar a professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos. O investigado foi preso ontem, após ser localizado pelos investigadores escondido em uma área de mata na zona rural da região. Adélia foi encontrada morta na noite de segunda-feira (29), em uma represa na Comunidade São Lourenço, no 4º Assentamento, zona rural de Castanheira.

Segundo o delegado Luiz Roberto Camargo, as equipes permaneceram mobilizadas de forma ininterrupta até conseguirem efetuar a prisão. “As equipes aqui da unidade da delegacia de polícia de Juína estavam em revezamento ininterrupto desde o conhecimento do fato. Estamos com equipes de revezamento ininterrupto para a captura desse investigado e conseguimos lograr êxito nessa situação de captura”.

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O delegado explicou que a localização do suspeito foi possível graças às informações repassadas por testemunhas e ao trabalho integrado dos investigadores. “Conseguimos obter informações com testemunhas que não quiseram se identificar para preservar a sua segurança pessoal, com medo de alguma eventual represália. Conseguimos identificar a localização onde ele estava se escondendo na área de mata e, através dessas informações, realizamos um mutirão com toda a unidade policial, praticamente com todos os investigadores dessa unidade policial, tirando os plantonistas. Conseguimos fazer um cerco e, durante esse cerco, fomos afunilando até realizar a identificação do local onde ele estava se ocultando e aí realizamos a captura deste investigado.”

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Durante a entrevista, Luiz Roberto Camargo também comentou sobre a motivação apontada pelas investigações preliminares. Conforme o delegado, o crime teria sido motivado por conflitos relacionados ao patrimônio do casal e por ciúmes. “A investigação indica que houve uma divergência patrimonial, já que a vítima estava querendo se separar e ele não estava aceitando a situação por dois motivos. Primeiro, por patrimônio. Parecia que a vítima tinha uma condição patrimonial melhor do que a dele e também por questões de ciúmes.”

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Ainda de acordo com o delegado, a causa da morte foi confirmada pela perícia. “Diante dessa discussão que ocorreu por volta do horário do fato, cerca de 8 horas da noite, ele esganou, usou a constrição de pescoço de forma esganadora, com as próprias mãos, ele a estrangulou. Estrangulou, no termo mais leigo. Esganou essa vítima. Inclusive, a causa do óbito foi exatamente a fratura do hióide. Conversando com a Politec, foi constatada a fratura do osso hióide, então ela morreu pela constrição do pescoço.”

O suspeito permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com a investigação para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário.

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