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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Polícia

Cuiabá: polícia prende quadrilha que aplicava golpe do falso sequestro

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Um grupo criminoso que utilizava o golpe do falso sequestro para extorquir vítimas foi desarticulado, hoje, pela Gerência de Combate ao Crime Organizado, da Polícia Civil, em Cuiabá. Uma mulher, dois homens e um menor foram autuados em flagrante após extorquirem R$ 2.480 de uma vítima do município de Aral Moreira (MS). Três presos da Penitenciária Central do Estado também vão responder pelos crimes.

O golpe era praticado de dentro da Penitenciária Central do Estado por três detentos do raio 2. Os reeducandos J.S., C.P.F.C. e L.C.A. ligavam aleatoriamente para telefones celulares de vítimas e diziam que estava com um parente (um filho, irmão, pai ou mãe) sequestrado e exigiam dinheiro em troca da vida dele. Com ameaças de morte e utilizando do nervosismo da vítima, os golpistas acabam convencendo a vítima de que realmente está com alguém de sua família.

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Do lado de fora, os presidiários contavam com apoio de C.S.A., 44 anos, que cedia contas correntes de cinco agências bancárias de Cuiabá para as vítimas depositarem o dinheiro, que depois era repassados aos comparsas C.G.S.J., 31 anos, G.C.A.Z., 28 anos, e ao adolescente P.H.O.S., 16 anos. Todos foram autuados nos crimes de quadrilha ou bando e extorsão, sendo o menor responsabilizado em ato infracional.

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C.S.A. contou aos policiais do GCCO que apenas recebia, retirava e transferia os valores recebidos nas contas bancárias. Ela também informou que é namorada do presidiário J.S., a qual conheceu através de uma amiga durante visita no presídio.

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Com extratos apreendidos das contas da suspeitas, os policiais identificaram quatro depósitos, um R$ 1,2 mil e três R$ 1 mil, todos de extorsão de vítimas que caíram no golpe, nos últimos dois meses. "A quadrilha sempre começa com valores altos de R$ 15 a 20 mil, mas depois vai baixando para valores que é possível sacar rapidamente", explicou o delegado Flávio Henrique Stringueta, chefe da Gerência de Combate ao Crime Organizado.

De acordo com o delegado, a quadrilha conseguiu extorquir dinheiro de cinco vítimas, identificadas até agora, mas o número de pessoas que recebem o golpe é muito maior. "Tem muita gente que não cai no golpe, mas o crime aconteceu mesmo que a pessoa não tenha depositado o dinheiro, por isso pedimos que seja comunicado à polícia", destaca o delegado.

Conforme Flávio Stringueta, a quadrilha conta, principalmente, com a ingenuidade e desespero da vítima, que diante de toda uma performance teatral acaba se convencendo que de fato tem um ente seu sob ameaça e assim termina fornecendo detalhes da pessoa supostamente sequestrada para assustar e convencer a vítima a pagar rapidamente. "Orientamos que tenha calma, desligue o telefone e acione a polícia", frisa Flávio.

Stringueta disse ainda que o crime é muito grave, por ser praticado de dentro de presídios e atingir o país inteiro, daí também a dificuldade de apurar, uma vez que as vítimas estão espalhadas por todas as regiões brasileiras. "É um crime muito grave, que expõe a fragilidade das cadeias brasileiras e coloca em risco à sociedade que não deveria estar mais a mercê desses criminosos. Isso acontece porque temos uma falha no sistema, com a entrada de celulares dentro das unidades prisionais", destacou o delegado Flávio Henrique Stringueta.

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